Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 16/08/2020

Na telenovela “Vale Tudo”, exibida em 1988, a personagem Heleninha Roitman, interpretada por Renata Sorrah, era uma fumante inveterada. A construção da personagem demonstra a banalidade com que o tabagismo era abordado na década de 80. O tabagismo é um hábito presente na vida de muitos brasileiros, e que causa diversos prejuízos para a saúde do fumante, como o câncer de pulmão, por exemplo.

De acordo com pesquisa da Fiocruz, cerca de 34,5% dos brasileiros declarados fumantes consumiram mais cigarros por dia durante o período da quarentena em função da pandemia do novo coronavírus. Muitas pessoas utilizam o cigarro como uma forma de relaxamento, em função das propriedades psicoativas da nicotina, um dos principais componentes químicos do cigarro. O hábito se torna prejudicial a partir do momento em que a pessoa se torna dependente do cigarro.

O uso do tabaco por tempo prolongado pode gerar danos irreversíveis à saúde de um ser humano. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão estão relacionados ao tabagismo. Além disso, as consequências para as pessoas que convivem com um fumante e que inalam a fumaça constantemente, isto é, fumantes passivos, são ainda piores.

Dessa forma, é necessário que o sistema público de saúde atue na diminuição do número de fumantes, por meio de tratamentos medicinais para pessoas que desejam parar de fumar. Além disso, a mídia também pode conscientizar a população acerca dos malefícios do cigarro, por meio de campanhas de conscientização e propagandas, afim de estimular o fim do tabagismo entre a população.