Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 13/08/2020
Como várias outras “plantas ritualísticas”, o tabaco, não era um produto, mas algo sagrado. Segundo arqueólogos, os maias e astecas sopravam a fumaça do tabaco com o objetivo de entrar em contato com as divindades, fazer-lhe dela uma oferenda. Com o inicio da colonização europeia, o tabaco se difundiu por todos os continentes tornando-se um tipo de moeda, espalhando-se rapidamente. O cigarro, antigamente charuto, havia se tornado um simbolo de poder e de superioridade, que no inicio, apenas membros de classes altas, podiam consumir, dado o preço elevado do produto
As primeiras fábricas de cigarro apareceram no final do século XIX. A industrialização fez aumentar a produção e o preço caiu, se tornava cada vez mais popular, a rotina que o capitalismo começa a impor aonde o operário é obrigado a permanecer em longas horas de trabalho. O tabaco ganhou impulso nas grandes guerras e nas telas de Hollywood, onde era sempre relacionado à atrizes e atores, à elegância e sensualidade.
O cigarro no cinema atinge, sobretudo, o jovem, que passa por uma fase de grandes inseguranças e o cigarro ajuda tanto a criar uma identidade quanto a incluí-lo num grupo. Mesmo com a mudança da concepção de boa parte da sociedade e dos estudiosos, ainda são alarmantes os níveis de tabagismo no Brasil e no mundo. A principal causa da dependência é a nicotina, gerando dependência física e psicológica,tende a tornar o usuário cada vez mais recorrente, fazendo com que os efeitos sejam ampliados.
Logo, é fundamental a intervenção do Estado junto com o ministério da Saúde para melhorias de clínicas de apoio, por meio de palestras e aconselhamento médico em espaços públicos. Fica a dever da mídia realizar propagandas, afim de abordar dependência e consequências do fumo e da nicotina no organismo de quem o consome. Assim espera-se o aumento da perspectiva de vida em toda sociedade e reduzir tal hábito.