Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 12/08/2020
Na década de 20, o hábito de fumar era associado a qualidades como charme, elegância e poder. O cinema induzia esta prática, exibindo belos atores fumando e incentivando esse glamour. Eles recebiam quantias milionárias para fumarem nos filmes. Os fãs queriam ser como os astros e estrelas, por consequência os imitavam. Paralelo a isso, desde o início do século, a propaganda já contribuía para fomentar o uso do cigarro.
Em primeira análise, vale destacar que mesmo com todas as fontes informativas sobre o mal do tabagismo, essa prática ainda se aplica no século XXI. O objetivo principal das indústrias é atingir o público jovem, desenvolvendo diversos tipos de cigarros como o narguilé e cigarros eletrônicos. Assim sendo mais vulneráveis ao modismo, tornando-se mais estimulados a experimentar e consequentemente a se tornar consumidores, devido ao auto poder de vício da nicotina. Em decorrência, ocorre a manutenção da problemática, uma vez que as substâncias liberadas na fumaça do fumo além de serem tóxicas, causam abstinência, tornando-o o indivíduo viciado e dependente.
Em segunda análise, destaca-se mais um desafio para ser combatido pelo governo. Faltam medidas para que esse cenário brasileiro seja mudado. Mesmo com imagens e consequências destacadas nas embalagens de cigarro, parte da população não tem conhecimento sobre as doenças que podem ser causadas pela práticas do fumo como câncer de pulmão, doenças cardiovasculares e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica). Além disso, prejudica-se não só o usuário, mas também os “ fumantes passivos “, os quais não praticam mas convivem com a fumaça, inalando-a e sendo suscetíveis às enfermidades causadas pelo fumo.
Em virtude dos fatos mencionados, faz-se necessária a adoção de medidas para alterar esse cenário. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde junto com o Governo, criar clínicas de apoio com palestras de ex usuários e aconselhamento médico com terapia. E em parceria com escolas, a criação de palestras e campanhas a fim de enfatizar e conscientizar os jovens sobre os malefícios derivados ao uso de cigarro, interrompendo assim, esse hábito entre gerações. Ademais, cabe a mídia, a criação de documentários e reportagens enfatizando as consequências da nicotina, a fim de diminuir a falta de conhecimento da população a respeito desse assunto e estimular a queda da taxa de fumantes no Brasil.