Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 12/08/2020
A Guerra do Ópio, ocorrida em 1939, entre Inglaterra e China, elucida as problemáticas acerca do vício que substâncias químicas podem acarretar, visto que, o crescimento do mercado do ópio britânico na China, fez com que esta adotasse medidas aduaneiras restritivas à entrada da droga em seu país. De tal maneira, a sociedade hodierna apresenta o tabagismo como grave vetor de doenças respiratórias, enfisemas pulmonares e até mesmo problemas cardiovasculares. Por conseguinte, o vício no tabaco se mostra vigente e é catalisado por meio da banalização dos males do cigarro, da desinformação acerca destes e pela negligência do Estado e de órgãos fiscalizadores no combate ao problema.
Em primeiro plano, é fulcral pontuar a banalidade do tabagismo no Brasil. De acordo com a filósofa Hannah Arendt, o mal é banalizado, portanto, se torna comum hodiernamente e, consequentemente, corrobora para que a sociedade não dê a devida relevância. Isto posto, é fundamental destacar as antigas propagandas de cigarro como grandes catalisadoras da problemática, visto que, no comercial, o cigarro era atribuído ao luxo e ao bem-estar, manipulando a sociedade de forma errônea e com meras intenções lucrativas, contribuindo para que a população se esquecesse dos problemas acerca da substância.
Ademais, é imperativo destacar a ineficiência de órgãos fiscalizadores e a desinformação como fomentadores do tabagismo. De acordo com o filósofo contratualista Jonh Locke, o Estado tem o dever de garantir os direitos inalienáveis ao homem, como a saúde e o bem-estar, por meio de um ‘‘contrato social’’. Dessa forma, as inadimplências do governo em fiscalizar e conscientizar a população se tornam grandes adversidades no combate ao tabagismo, de tal modo que corroboram para que a sociedade apresente diversos problemas de saúde, podendo levar a números exorbitantes, que explicitam que 12,6% das mortes no país estão atribuídas ao tabaco, como mostra o Instituto Nacional do Câncer.
Infere-se, portanto, que é de vital importância reverter o quadro ineficiente de atuação do Estado, de forma a conscientizar a população e fiscalizar de maneira adequada. Para tal, a atuação do Ministério da Educação em combater o tabagismo se fundamenta na elaboração de políticas de conscientização social, por meio de campanhas radialistas e televisivas, findando explicitar os males do tabaco e, consequentemente, conter o avanço do vício no Brasil. Ademais, a atuação do Ministério da Saúde se mostra crucial perante à fiscalização da saúde da população, por meio de políticas públicas de prevenção ao vício do cigarro, corroborando para conter o tabagismo. Assim, a sociedade pode evoluir rumo ao que Locke idealizava, em contraposição ao século XX e à Guerra do Ópio.