Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 17/08/2020

Desde a década de 20, a indústria Hollywoodiana foi responsável por corroborar com a disseminação do tabaco em filmes e propagandas publicitárias, uma vez que, naquela época, o fumo era retratado como símbolo de riqueza, poder e inclusão social nas elites. Entretanto, observa-se que, no atual panorama, com pesquisas divulgadas no final do século XX que comprovam os malefícios da utilização do cigarro para a saúde, as doenças advindas do uso contínuo dessas substâncias mudou a imagem luxuosa e positiva que havia no passado. Assim, seja pela manipulação midiática ainda presente, seja pelos problemas fisiológicos acarretados, é imprescindível a dissolução dessa conjuntura.

Sob um primeiro viés, é lícito postular que os meios de comunicação configuram um grande impasse. Em sua obra “1984”, o célebre escritor e jornalista George Orwell critica o consumismo presente na sociedade e disserta sobre o poder influenciador que a mídia possui sobre a massa populacional. Dessa forma, apesar de em 2011 ter sido vetado o uso do cigarro em propagandas, é notório que a indústria audiovisual promove, sobretudo no público jovem, o hábito de fumar, haja vista que é comumente retratado atrativos personagens que desfrutam desse hábito. Por isso, persuadidos, adolescentes adquirem esse costume com a falsa impressão que não haverá danos em seu corpo.

Outrossim, é mister salientar as enfermidades ocasionadas pelo uso contínuo do tabaco. De acordo com dados de 2019 disponibilizados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), o tabagismo mata cerca de oito milhões de pessoas por ano. Desse modo, consoante ao número de mortes, a nicotina, substância química psicoativa que, consequentemente, produz sensação de prazer, induz o usuário à dependência química e ao abuso. Além disso, doenças cardiovasculares e no sistema respiratório, lesões e diversos tipos de câncer são comuns com o uso dessa droga. Logo, torna-se primordial a adesão de medidas que visem extinguir esse obstáculo na saúde pública mundial.

Destarte, é evidente que soluções sejam tomadas para o combate a esse vício no país. Para tanto, os veículos midiáticos, por meio das redes sociais, jornais, rádios, revistas e de programas televisivos, devem alavancar matérias, documentários e propagandas que abordem as consequências da nicotina para o organismo humano e, com isso, democratizar e conscientizar os riscos à saúde para a população. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, com as verbas públicas, garantir, em postos de saúde, apoio e ajuda médica e psicológica aos viciados que buscam um tratamento correto, com o fito de diminuir o número de mortes e assegurar o bem-estar da comunidade. Essa iniciativa possibilitará que a realidade fomentada pela imprensa desde os anos de 1920 seja, enfim, abolida, e os números de óbitos divulgados pela OMS reduzam drasticamente.