Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 11/08/2020
Segundo a comunidade “Thuth Orange”, a cada 6 segundos uma pessoa morre vítima de doenças relacionadas ao tabagismo. Embora os avanços tenham sido grandes, o combate continua e os desafios contra o tabaco são diários. Ao se avaliar as razões para a ocorrência de tamanha adversidade, vê-se, portanto, o uso do tabaco como “status social” e a influência da indústria de cigarros. Desse modo, é necessário que a sociedade, em geral, aliada ao Estado, atue, de maneira engajada, no sentido de evidenciar as causas e de propor as soluções adequadas à atual conjuntura.
É indubitável pontuar, inicialmente, as relações hodiernas tem grande influência no vício em nicotina. Sob esse prisma, é válido a premissa do sociólogo polonês Zygmund Bauman, o ser humano substitui os projetos para um futuro próximo, pelo prazer instantâneo, como forma de preencher os vazios assim como pautado no ideal de liquidez. Nesse sentido, ao recorrer o uso do tabaco, os jovens buscam uma forma momentânea de fugir dos problemas domiciliares, por exemplo, no trabalho e nas redes sociais, no entanto, não cogitam as consequências do uso diário dessas substâncias nocivas a saúde humana. Dessa forma, parafraseando o filósofo, o estilo de vida na contemporaneidade é um desafio para combater o tabagismo no século XXI.
Outrossim, é imprescindível ressaltar que embora o Brasil tenha reduzido o número de fumantes, principalmente com a medida tomada de proibição de propagandas favoráveis ao tabaco e com a implantação da Lei Antifumo, em 2011, a indústria de cigarros ainda consegue articular situações de promoção do tabaco. Tal fato, exemplifica-se através do filme “Obrigado por fumar”, exibido pela Netflix, traz à tona a história sobre um lobista porta-voz na empresa de cigarros que faz de tudo para manipular a opinião das pessoas sobre o consumo do cigarro. Logo, é substancial que além da Lei Antifumo, a tomada de medidas no âmbito dos intermédios midiáticos faz-se necessário.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço de tal problemática na sociedade brasileira. Para tal, o Ministério da saúde deve criar propagandas nacionais antifumo por meio da divulgação na grande mídia, tais como a televisiva e as redes sociais para alertar a população a respeito dos prejuízos causados pelo cigarro, além de estimular o combate ao tabagismo. Somado a isso, urge o Sistema único de saúde forneça nas unidades assistência mais eficaz aos viciados, tratando a raiz da causa, por meio de psicólogos que serão designados para atender esses indivíduos e investigar motivos pessoais que estimulam o uso do cigarro. Assim, essas razões podem reduzir significativamente o índice de mortes apontado pela “Truth Orange”.