Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 14/08/2020

Sabe-se que no início do século XX, o ato de fumar estava relacionado a poder, exalava luxo e riqueza. Alavancado diretamente por propagandas de rádio e televisão, gerações se renderam erroneamente a tal hábito, principalmente pelo fato de ninguém da época cogitar os malefícios causados pelo tabagismo. Com o desenvolvimento dos estudos, foi cientificamente comprovado que o uso do tabaco concebe inúmeros efeitos negativos no sistema respiratório, cardiovascular e cerebral. Conforme dizia o físico Isaac Newton, “a toda ação tem-se uma reação”, e no cenário atual as pessoas pagam por esse vício.

É preciso ressaltar que fumantes passivos, os que inalam a fumaça de qualquer substância fumígena, também têm sua saúde em risco. Segundo INCA (Instituto Nacional de Câncer), a fumaça do tabaco contém mais de 7.000 compostos e substâncias químicas e que no mínimo 69 destes compostos e substâncias provocam câncer. Todavia, percebe-se que muitos são involuntariamente afetados ou dependendo do caso, mortos. De acordo com a OMS, distúrbios relacionados ao cigarro matam mais de 5 milhões de pessoas no mundo; e apenas no Brasil, cerca de 11% da população é fumante e 200 mil falecem por ano.

Outrossim, um fator agravante é que tal vício não acomete apenas adultos, o número de jovens que se encontram dentro dessa estatística por influências é grande, e visto isso, indústrias desenvolvem cada vez mais tipos de drogas voltado para essa faixa etária, como por exemplo, narguilé, vape e cigarros eletrônicos aromatizados e atraentes, os tornando mais vulneráveis a esse modismo. Prova disso, é a pesquisa realizada pela Vigitel, sistema de Vigilância de Fatores de Risco do Ministério da Saúde, que disse que 24 milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos no mundo fumam, apenas no Brasil são aproximadamente 100.000. Contudo, são gastos milhões na produção de cigarros ao invés de ser investido em saúde e educação preventiva, que certamente seria mais proveitoso.

Portanto, diante do problema apresentado, é visto que se livrar de um vício não é algo fácil, o correto para priorizar o bem estar da população, seria nem começar. Por isso, cabe ao Governo criar campanhas de conscientização eficazes em parceria com escolas e prefeituras a fim de expor às crianças, jovens e adultos os perigos reais do tabagismo. Por sua vez, a mídia, ao contrário de antigamente, dar mais importância ao assunto através de propagandas exibindo de forma clara as consequências do fumo e a dependência da nicotina no organismo de quem o consome. Pois de acordo com Mahatma Gandhi, “o futuro depende do que fazemos no presente”.