Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 11/08/2020
A Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o bem-estar físico, mental e social. Contudo, esa não é uma realidade brasileira, visto que ainda há um alto índice de uso de tabaco por jovens e adultos. Sob esse aspecto, dois fatores não podem ser negligenciados: as falhas da orientação educacional promovida pelo Estado e os prejuízos futuros que o vício pode provocar. Dessa forma, medidas cujo o objetivo sejam promover uma maior conscientização e apoio aos fumantes devem ser tomadas.
Em uma primeira análise, vale ressaltar que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Brasil ocupa a 8ª colocação do ranking mundial de fumantes. À vista disso, o uso exacerbado de tabaco reflete na necessidade de uma maior abrangência de informações sobre seus malefícios, principalmente entre os jovens, para que se conscientizem antes de iniciarem o hábito de fumar. Outrossim, a falta de conhecimentos acerca das consequências à saúde sobre o ato de fumar corrobora ao uso como meio de afirmação social, assim como no século XX, principalmente pelas classes mais pobres da sociedade, que carecem de informações e são influenciadas por fumantes e pelo fácil acesso aos cigarros.
Concomitantemente, soma-se ao supracitado que, segundo a OMS, é preocupante a correlação entre fumo e pobreza. Pontuando isso, como o fumo é a principal causa para problemas de saúde, principalmente o câncer de pulmão, fomenta em uma menor eficiência produtiva, prejudicando diretamente o indivíduo durante o trabalho. Vale ressaltar que os prejuízos são ainda maiores para aqueles que possuem vulnerabilidade econômica, devido ao fato de que os indivíduos que desenvolverem certas patologias não conseguirão manter uma situação financeira estável, o que interfere na obtenção de um tratamento eficiente.
Em virtude dos fatos mencionados, são necessárias medidas intervencionistas governamentais, para que se tenha uma redução gradual do consumo de tabaco. Urge que o Ministério da Educação fundamente material didático sobre as consequências do fumo e quais são os meios de tratamento, por meio de profissionais da saúde e da educação, para redigi-los de forma clara, e os distribuam por toda a rede de ensino, tanto pública quanto privada. Outrossim, cabe ao Ministério da Saúde fornecer, em postos de saúde, assistência gratuita à viciados, como suporte psicológico e monitoramento de saúde dos pacientes, que irá contribuir para o abandono do vício, bem como o diagnóstico precoce de patologias, aumentando, assim, a qualidade de vida da sociedade brasileira.