Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 17/08/2020
No período de Colonização do Brasil, a produção do tabaco integrou-se às principais atividades econômicas, além de ser utilizado como troca para trazer escravos africanos para a América Portuguesa. Hodiernamente, o tabagismo ainda é um problema, não só por colocar a saúde pública em risco, mas também aos danos causados ao meio ambiente.
É conspícuo os malefícios à saúde pública oriundos da utilização do tabaco. Visto que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o fumo é motivador de 70% dos cânceres de pulmão e problemas respiratórios provenientes de substâncias tóxicas e cancerígenas presentes no tabaco. Ademais, não são só os fumantes ativos que são constantemente afetados, o tabagismo passivo, processo de respiração involuntária da fumaça por não fumantes, interfere negativamente na saúde de uma parcela maior da população.
Em segunda análise, de acordo com a OMS, dos 15 bilhões de cigarros vendidos por dia, 10 bilhões vão para o meio ambiente. Portanto, todo o seu processo produtivo, uso e descarte, influi na degradação dos solos por agrotóxicos, liberação de gases de efeito estufa e na poluição causada por cigarros lançados no chão. Por conseguinte, essas ações recorrentes aproximam-se do pensamento de Simone de Beauvoir de que, o pior dos problemas sociais, é aquele que o povo se habituou.
Destarte, medidas são necessárias para abster-se da problemática. Cabe ao Governo Federal e ao Ministério da saúde, investir maior parcela de subsídios arrecadados na implantação de programas gratuitos que auxiliem, com apoio médico, no processo de cessação do tabagismo. Além de criar projetos de leis que fiscalizem a produção poluente do tabaco, e maior rigorosidade quanto ao uso do produto em vias públicas, levando informações e divulgação dos projetos para os meios midiáticos. Para que assim, a população consiga desabituar-se do problema incessante.