Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 30/11/2020

No século XX, o tabagismo era considerado um grande símbolo de “modernidade” entre a juventude brasileira, uma prática que agregava “status” aos jovens, que pareciam desconhecer as consequências de tal ato. Analogamente, tal hábito perpetuou-se até o século XXI, em que, mesmo com grandes mudanças sociais, o tabagismo ainda se faz presente no cotidiano brasileiro, afetando a vida não só de adultos com velhos hábitos, mas também de jovens que parecem não reconhecer o problema. Assim, a falta de posicionamento da mídia e a ausência de discussões escolares sobre o assunto corroboram para a problemática do tabagismo no Brasil.

A princípio, é necessário destacar que a Constituição brasileira de 1988 proíbe qualquer tipo de propaganda em promoção do uso do cigarro no país. Contudo, vivemos em um século onde a mídia exerce uma enorme influência sobre o modo de viver de todos os cidadãos, haja vista que, reconhecendo os malefícios do tabagismo, é proibida as campanhas em favor do uso. Desse modo, é inegável que um posicionamento contrário da mídia brasileira, promovendo campanhas que exponham os riscos de se adquirir doenças cardiorrespiratórias  e os malefícios que o fumo traz para o meio ambiente, através da poluição. Sendo assim, o pensamento do escritor Allen Ginsberg: “Quem controla a mídia, controla a cultura”, exemplifica o cenário idealizado proposto.

Ademais, outro fator conflitante é a ausência do assunto em pautas escolares, o que é extremamente descuidado, visto que os jovens representam uma grande parcela dos fumantes no país. Por conseguinte, é indubitável que a falta de discussões sobre o tabagismo em sala de aula agrava o problema no país. Dessa maneira, o psicólogo Howard Gardner postulou sobre as múltiplas inteligências do ser humano, apontando o fato de que a matriz escolar preza pelo desenvolvimento da inteligência matemática, em detrimento de conhecimentos como a intrapessoal. Portanto, é urgente que os jovens sejam ensinados a reconhecer os malefícios de práticas cotidianas tidas como normais para grande parcela da sociedade.

Em suma, medidas devem ser tomadas para frear com os efeitos do tabagismo. Logo, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve propor a criação do projeto “Chega de cigarro!”, por meio de um artigo entregue à Câmara dos Deputados. Tal projeto contará com campanhas midiáticas, ministradas por médicos que expliquem todos os malefícios trazidos pelo fumo, a serem veiculadas em todos os canais televisivos. Além disso, será introduzida uma matéria na matriz curricular estudantil que tenha como objetivo discutir tais questões com os jovens. Espera-se, com essa ação, levar maior conhecimento aos brasileiros em relacao a causa e cessar com tal mazela social.