Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 10/08/2020
Na obra “A cidade do Sol”, do filósofo e escritor italiano Tommaso Campanella, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e de problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto que o uso compulsivo do tabaco no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de Campanella. Diante disso, cabe analisar tanto as consequências desse vício para a sociedade quanto a falta de programas efetivos de combate ao uso como fatores desse contexto, a fim de revertê-los.
Em primeiro plano, o consumo de drogas lícitas a exemplo do cigarro, não afeta somente os indivíduos que consomem ele, mas também as pessoas ao redor dele. Isso ocorre, pois o produto contém diversas substâncias tóxicas que são liberadas pela fumaça e que prejudicam diretamente aqueles em contato, dentre os maléficos a nicotina é a mais preocupante, posto que causa à dependência dos usuários. À vista disso, a problemática fere o direito à saúde e ao bem-estar social, assegurados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, uma vez que a população desenvolve quadros de distúrbios pulmonares, como o câncer de pulmão e o de coração. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura.
Ademais, segundo a diretora-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), “O tabaco exacerba a pobreza, reduz a produtividade econômica, afeta negativamente a escolha de alimentos consumidos pelas famílias e polui o ar anterior”. À luz dessa ideia, as campanhas de combates no Brasil são ineficientes, tendo em vista que a droga ainda deixa mazelas significativas na população, de acordo com o IBGE de 2008, cerca de 781 mil brasileiros ficaram doentes por conta do uso descontrolado do entorpecente. Sob essa ótica, para que o Brasil seja capaz de alcançar os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que visa fortalecer o confronto as doenças provocadas pelo fumo, é necessária uma mudança nesse cenário.
Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar esse impasse. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação, estabelecer campanhas publicitárias e rodas de conversas nas escolas públicas, tendo como debate a temática voltada para as consequências do tabagismo. Tais ações seriam organizadas e ministradas pelo Ministério das Comunicações, de modo que seja possível solucionar todas as duvidas referente ao tema e que desenvolva um olhar mais crítico e humanista sobre o assunto. Somente assim, o princípio defendido por Campanella será alcançado.