Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 09/08/2020
No filme “Juventude Transviada”, o ator James Dean foi o ídolo de uma geração, em que seu cigarro era sinal de rebeldia contra os costumes dos anos de 1950. Em contrapartida, nos dias atuais, é sabido a gama de malefícios que o tabagismo causa na saúde, sendo o responsável por milhares de mortes todos os anos. Nessa perspectiva, o hábito de fumar cigarro é inconcebível e merece um olhar mais crítico de enfrentamento.
A priori, é importante destacar o potencial nocivo do cigarro. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o tabaco mata mais de sete milhões de pessoas a cada ano. Isso ocorre devido às substâncias tóxicas da qual ele é constituído, como a nicotina que, além de prejudicar a saúde dos usuários, leva à dependência. Desse modo, fumar se torna um vício cada vez mais difícil de largar, o que impulsiona o aparecimento de graves doenças, como os cânceres, além de aumentar o risco de morte, haja vista que os fumantes morrem três vezes mais que os não fumantes, de acordo com o médico Dráuzio Varella.
A posteriori, convém salientar que, segundo o sociólogo Bauman, as pessoas da modernidade estão vivendo para satisfazer seus próprios prazeres imediatos e, assim, o hedonismo e o imediatismo predominam sobre a preocupação com o futuro. Em vista disso, tal modo de viver coloca em risco não só a vida dos fumantes, mas também de indivíduos que inalam, involuntariamente, a fumaça exalada pelo cigarro. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável do mundo. Com isso, é perceptível que o prazer momentâneo do cigarro para alguns, se torna a sentença de morte para outros.
Destarte, com a observação dos aspectos analisados, é fulcral que o Ministério da Saúde, por meio das mídias sociais e televisivas - já que possuem abrangência significativa - divulguem informações ilustrativas e explicativas sobre a composição nociva do cigarro. Além disso, deve prestar auxílio àqueles que não conseguem largar o vício de fumar. Tudo isso para que as pessoas se conscientizem sobre o tabagismo e o número de óbitos decresça. Assim, o cigarro não voltará a ser visto como no filme e a problemática será atenuada.