Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 08/08/2020
A série britânica, exibida pela plataforma de streaming Netflix, Peaky Blinders, retrata a história do líder de uma importante gangue inglesa e de seus hábitos relacionados ao consumo de álcool e tabaco como forma de reafirmar seu prestígio social. Fora das telas, com o passar do tempo, o tabagismo tem adquirido cada vez mais seu espaço, representando uma grave problemática do século XXI. Assim, seja por motivos pessoais, tal como estresse e ansiedade, ou pela influência do meio em que se está inserido, a dependência do fumo e as consequências do mesmo afetam milhões de brasileiros.
Em primeiro momento, faz- se necessário entender o que é e quais as principais causas desse problema. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo pode ser considerado uma doença definida como uma “toxicomania caracterizada pela dependência psicológica do consumo de tabaco”. Dessa forma, o estresse cotidiano e a ansiedade atenuada pela pressão coercitiva do mundo moderno, corroboram para o aparecimento de uma necessidade de escape, encontrada no cigarro.
Além disso, consoante dados da pesquisa Pense de 2015, cerca de dezenove por cento dos jovens experimentam o fumo no ensino médio, muitas vezes, influenciados pelo grupo em que estão inseridos e até mesmo pelo setor midiático através de filmes e séries televisas.
À vista disso, conforme o pai da psicanálise, Sigmund Freud, o homem está em uma constante busca pelo prazer e do extermínio da dor e do sofrimento. Assim sendo, o prazer imediato gerado e a sensação de leveza oriunda, associada a nicotina presente no mesmo, culminam no vício pelo produto. Entretanto, tal realidade pode apresentar inúmeros malefícios, como a bronquite oriunda da tosse, impotência sexual, infertilidade em homens e mulheres, infartos, câncer no pulmão e inúmeros outros tipos, além de afetar aqueles ao redor, caracterizando-os como fumantes passivos e podendo ocasionar problemas no futuro. Nesse cenário, de acordo com a OMS cerca de sete milhões das mortes anuais no Brasil estão ligadas diretamente ao tabagismo e um milhão a ação indireta dele.
Diante do exposto, é nítida a importância de conscientização acerca do assunto que tem se tornado cada vez mais comum. Portanto, cabe ao governo, por meio do Ministério da Saúde, promover campanhas; através de mídias digitais, folhetos, cartazes e outdoors que busquem difundir para os cidadãos brasileiros a seriedade e os graves impactos gerados por essa dependência, a fim de amenizar o número de dependentes a essa droga institucionalizada. Outrossim, cabe aos ambientes escolares, a promoção de debates e palestras, com a finalidade de conscientizar os jovens sobre esse problema e evitar o aparecimento de futuros adultos vítimas do tabagismo. Somente assim, essa doença poderá ser vista com a seriedade necessária, podendo levar ao fim do uso do tabaco no Brasil.