Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/08/2020
Após a Revolução Industrial, no século 18, o cigarro passou a ser socialmente aceito, a ter uma maior produção e a ter menor preço, o que facilitou o aumento do hábito de fumar. No entanto, hodiernamente, o tabagismo é considerado um problema de saúde pública, apesar da banalização na sociedade brasileira. Isso ocorre tanto pela falta de sapiência da população, a qual considera o cigarro uma droga pouco ofensiva, quanto pela inação governamental para construir estratégias de mitigação do fumo.
Impende ressaltar, primeiramente, que o déficit de informação sobre o tabaco ajuda a agravar o hábito de fumar. De acordo com o escritor romano, Cícero, “a saúde é conservada pelo conhecimento e pela observação do próprio corpo”. Isso é, quando não se tem o saber acerca das implicações do consumo do cigarro, pode-se aumentar ou adquiri-lo essa prática. Com efeito, tal costume deletério resulta nas doenças cardiopulmonares e no câncer, o qual representa maior taxa de incidência de morte. Logo, é notório que as consequências e problemas que esse hábito trás deve ser amplamente divulgado.
Outrossim, é importante enfatizar que o tabagismo é um problema que saúde pública que merece ações governamentais. Neste viés, a lei antifumo, de 2011, prevê estratégias para desestimular o consumo do cigarro e garantir a integridade dos não fumantes. Contudo, essa medida é vilipendiada quando não se tem uma fiscalização da produção e da comercialização, sendo uma prática lícita e descontrolada, a qual atraí a população cada vez mais cedo. Assim, facilita a persistência comercial de um produto de periculosidade inerente
Em síntese, é fulcral definir metas para mitigar o tabagismo. Por conseguinte, cabe ao Poder Público, em parceria com os Municípios, criar campanhas sobre o cigarro que sejam abertas ao público, por intermédio da mídia digital e analógica, a fim de propagar mais informações dos problemas e consequências gerados pelo fumo. Ademais, as escolas e postos de saúde devem criar projetos sobre a saúde, por meio de palestras e atividades extramurais, nas aulas de Biologia e Sociologia, com o fito de refletir o preocupante hábito de fumar. Sob essa perspectiva, será possível rever esse costume histórico, perigoso e banalizado.