Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 10/08/2020
Conforme a comunidade ‘‘Truth Orange’’, a cada seis segundos uma pessoa morre vítima de doenças relacionadas ao fumo . Nesse sentido, o tabagismo atua como poderoso agente nocivo no século XXI, gerando problemas e consequências danosas para a saúde. Apesar de seus malefícios, o cigarro ainda se mantém presente na vida de numerosos grupos devido a fatores como influência midiática e dependência.
Vale destacar, incialmente, a manipulação comportamental gerada pelos meios de comunicação como fator preocupante. Dentro dessa perspectiva, cabe citar o pensador Bourdieu, com sua teoria de ‘‘Violência Simbólica’’, a qual define que a dominação social ocorre por meio de atos implícitos de agressão. Assim sendo, a população é violentada com a presença recorrente da prática do tabagismo em séries, filmes e novelas, que atua incentivando o ato, ainda que de modo sutil e subliminar.
Além disso, também deve-se considerar a sensação de dependência do fumo como agravante. Destarte, o francês Sartre, em seu conceito de ‘‘Existencialismo’’, afirma que os indivíduos são seres autônomos e a liberdade é regente nas esferas coletiva e privada. Entretanto, a realidade prática se opõe a essa ideia, uma vez que muitas pessoas se encontram em situação de vício e se julgam incapazes de mudarem de hábitos sem ajuda. Desse modo, o cenário atual é preocupante e deve ser alterado.
Logo, é imprescindível combater o tabagismo no Brasil. Para esse fim, compete ao Ministério das Comunicações regulamentar as produções televisivas por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Tal projeto deve determinar que só sejam transmitidos materiais que apresentem o fumo mediante a emissão de notas de desincentivo à prática, com o objetivo de mitigar a manipulação. Ainda, cabe ao Governo Federal ampliar os postos de atendimento psicológico aos dependentes. Dessa feita, dados como o de ‘‘Truth Orange’’ hão de se reverter.