Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 07/08/2020

Com a concretização do processo de Globalização no mundo, as novas tecnologias de informação permitiram maior rapidez e velocidade na realização de tarefas e responsabilidades por parte de seus usuários. Nesse sentido, com o crescimento da dinamicidade da vida humana, a busca por prazeres efêmeros torna-se evidente para lidar com a forte presença do imediatismo, dentre os quais o tabagismo encontra-se como uma das problemáticas dessa realidade contemporânea. Assim, há a configuração de uma conjuntura que circunda a prática do fumo na atualidade, causada pela busca por prazeres imediatos, levando a complicações clínicas futuras.

Inicialmente, é válido ressaltar a questão da utilização do cigarro como mecanismo de escape da pressão psicológica presente na sociedade atual. Exemplo disso é visto na série televisiva “Nurse Jackie”, na qual a enfermeira utiliza como válvula de fuga para o esgotamento mental o uso de estimulantes e analgésicos. Fora da ficção, tem-se que o mesmo ocorre no corpo social vigente, uma vez que a sociedade, pela normalização do consumo do cigarro, replica a conduta do vício como mecanismo de relaxamento do estresse mental da vida humana. Desse modo, há um estímulo da indústria do tabagismo que, com o passar o tempo, inibe o autocuidado físico e mental da sociedade.

Além disso, é importante mencionar as consequências para a integridade física e mental dos fumantes na contemporaneidade. Isto é, segundo o médico Drauzio Varella, as pessoas que fumam possuem 14 vezes mais chances de desenvolverem doenças cardiorrespiratórias. Nessa óptica, entende-se que o Estado, por meio da ausência de investimento nos setores de reabilitação dos usuários de substâncias químicas, permite o agravamento das mortes ligadas ao cigarro, uma vez que este é um dos principais agravantes do cenário patológico de deterioração do sistema respiratório. Logo, há uma inadimplência constitucional no que tange ao direito à saúde e bem-estar da população, exigindo uma intervenção de instituições públicas.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para a dissolução dessa conjuntura. Para tal, o Ministério da Saúde deve, por meio da criação de programas públicos, investir em projetos de clínicas de reabilitação de dependentes químicos, a fim de mitigar a problemática do tabagismo na contemporaneidade. Esses programas funcionariam de modo a disponibilizar verbas e materiais para a construção e a manutenção de hospitais de tratamento de viciados em substâncias químicas, assim como proporcionar o aparato necessário para o fim do uso de tabaco e outras drogas, reinserindo os indivíduos de volta ao meio social. Por conseguinte, a questão do tabagismo seria findada e o pleno funcionamento da sociedade seria estabelecido.