Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/08/2020
Em 1988, foi promulgada a Constituição Federal do Brasil, que definiu o Estado como principal ferramenta de garantia da saúde pública no país. Entretanto, no Brasil, em pleno contexto hodierno, tal mecanismo tem se mostrado ineficiente, visto que os apuros de saúde e dependência têm se acentuado proporcionalmente ao crescimento exponencial do tabagismo. Diante disso, é necessário estabelecer que o bombardeio capitalista propagado pela mídia e o cenário de desinformação dos indivíduos fazem com que a Constituição seja “amassada”.
A priori, é válido destacar que o desejo de lucro dos meios de comunicação de massa é um dos “antígenos” que provocam o consumo excessivo do tabaco. Na década de 80, a propaganda do cigarro “Malboro” foi disseminada de forma análoga à replicação viral, de maneira que atingiu um grande contingente de pessoas e, consequentemente, conquistou uma grande margem de lucro. Nesse sentido, os cidadãos são influenciados pelos sites da internet e pelos programas de televisão a integrarem o imenso grupo de tabagistas na atualidade. No entanto, o uso do tabaco acarreta inúmeras consequências negativas, tais como: problemas cardiovasculares e respiratórios.
Além disso, existe outro fator que contribui para a expansão dessa problemática. A falta de informação do corpo social a cerca dos reais impactos do cigarro, atrelada ao desejo de “esquecer” os contratempos da vida momentaneamente, é uma das drogas responsáveis por eclodir uma overdose de tabagismo na contemporaneidade. No livro “Raízes do Brasil”, do sociólogo Sergio Buarque de Holanda, é apresentado o conceito do “Homem cordial”, o qual faz referência ao fato do povo brasileiro seguir a emoção ao invés da razão. Dessa maneira, é imprescindível salientar que o caráter emocional população se deve à escassez de instruções, fazendo com que o ciclo vicioso do cigarro se perpetue.
Em suma, medidas precisam ser tomadas para atenuar tais impasses. O Ministério da Justiça deve, por intermédio do Poder Legislativo, elaborar e aplicar decretos de lei que limitem a apresentação discriminada de anúncios estimuladores do tabagismo, a fim de que os indivíduos não sejam manipulados. Cabe também ao Ministério da Saúde, por meio de parcerias com os canais influentes de TV, criar documentários que denotem os perigos gerados pelo tabaco, com a finalidade de racionalizar os cidadãos e quebrar o ciclo desse produto nocivo. Dessa forma, a Constituição será “desamassada” e a sociedade viverá melhor.