Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/08/2020
O tabaco, apesar de não ser considerado uma droga ilícita, trás vários malefícios quanto, uma vez que causa dependência maior do que a cocaína e a heroína. Nesse contexto, não há dúvidas que o tabagismo é uma questão complicada no mundo atual, visto que trás diversos problemas e consequências na vida dos usuários como, a acentuação da desigualdade social e,uma má qualidade de vida devido à problemas de saúde originados por esse consumo de cigarro ao longo da vida.
É necessário pontuar, de início, que um maço de cigarro fabricado no Brasil custa em média R$ 7, o usuário que consome diariamente um maço de cigarro, no fim do mês o gasto será de R$ 210. Já se o fumante consome dois maços por dia, ele vai precisar desembolsar R$ 420 mensais, ou seja, quase metade de um salário minímo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os autores concluíram que 84% da população tabagista recebia entre 1 e 3 salários mínimos per capita,sendo assim, além de causar danos à saúde do usuário, o vício contribuí para acentuar a desigualdade social,uma vez que, as pessoas de renda inferior sentem a necessidade de sustentar esse vício e, muitas vezes, não conseguem pagar contas essenciais.
Faz-se mister,ainda, salientar os graves problemas de saúde ocasionados pelo consumo do tabaco.Problemas como: câncer de pulmão, câncer de estômago, dificuldades de memorização e problemas do cérebro ligados à cognição. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo custa à economia global mais de 1 trilhão de dólares por ano e matará um terço a mais de pessoas até 2030 do que agora, o número de mortes relacionadas ao tabaco deverá aumentar de cerca de 6 milhões para 8 milhões anualmente até 2030, sendo que mais de 80% delas vão ocorrer em países de baixa e média renda.
Infere-se portanto, que ainda há entraves para garantir a diminuição do consumo do cigarro pela população.Sendo assim, o Ministério da Saúde junto a Secretaria da Saúde deverão promover medidas firmes contra o tabagismo, através de palestras conscientizadoras que revelem os reais riscos do consumo do tabaco, bem como a promoção de propagandas na televisão que relatem casos reais de pessoas que tiveram problema com o cigarro, para que assim, como diz a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, os governos possam proteger o futuro de seus países, protegendo toda a população, independente de consumirem ou não, esses produtos mortais.