Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 09/08/2020

Na famosa série norte-americana  “friends”, Chandler, com a ajuda de seus amigos, tenta combater o vício em cigarros. Ao longo da trama é mostrado, apesar do tom de humor, a dificuldade em abdicar da substância. Fora das telas, o tabagismo ainda é um impasse no século XXI e traz consequências tanto para a saúde da população quanto para a economia do país.

Faz-se necessário pontuar, de início, que o vício no tabaco é altamente prejudicial para a saúde dos fumantes ativos e até mesmo dos passivos, isto é, aqueles que, apesar de não consumirem diretamente, convivem com pessoas fumantes. Isso porque as substâncias encontradas no cigarro são, em sua maioria, cancerígenas e podem levar à morte. Esse risco foi explicitado pelos dados da OMS, os quais afirmam que o uso do tabaco mata mais de sete milhões de pessoas por ano, por diversos tipos de câncer e doenças cardiovasculares. Tal realidade foi apresentada na obra de Jhon Green “A culpa é das estrelas” em que é narrada a história de uma garota com câncer de pulmão que tem total aversão ao cigarro pelos danos que o mesmo causa.

Por conseguinte, o tabagismo acaba afetando também as condições econômicas do país. Isso porque, ao tomar como base os dados da OMS, a partir do qual uma pessoa fumante vive em média 15 anos a menos do que um não fumante, a produtividade da mão de obra diminui, o que, aliada às despesas com os tratamentos de saúde dessa população, acarreta um déficit nos cofres públicos. Esse prejuízo é tão significante que foi mensurado em cerca de 15 bilhões de reais, segundo as informações da revista “Galilei”.

Dessa forma, para que o consumo de cigarros diminua e suas consequências sociais e econômicas sejam mitigadas, é mister que o Ministério da saúde promova campanhas de conscientização sobre os danos ocasionados pelo tabagismo e deixe explícito a gravidade das doenças causadas. Tal ação ocorrerá por meio de uma imprensa socialmente engajada com uma mídia de amplo alcance, como a TV aberta, por exemplo. Somente assim, casos como o de Chandler deixarão de ser comum.