Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/08/2020
A Indústria Cultural, durante o século XX, introduziu na sociedade propagandas acerca do uso do cigarro, em que vinculava essa substância a símbolos de viralidade e até mesmo do romantismo. Nesse contexto, percebe-se que esses artifícios aumentaram os índices de fumantes no país. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática impacta à saúde do indivíduo e gera prejuízos ao Estado.
Inicialmente, é importante ressaltar que os elementos químicos contidos nos cigarros podem desencadear diversas pertubações à saúde das pessoas. A exemplo disso, a declaração do médico, Drauzio Varella, no qual afirma que, o enfisema pulmonar e o câncer de pulmão são as maiores enfermidades relacionadas ao tabagismo em que pode reduzir em mais de 10 anos a expectativa de vida dos usuários. Dessa forma, observa-se que a nicotina, principal base da produção dos cigarros, ocasiona nos indivíduos uma certa dependência por ser considerada uma substância psicoativa, o que produz a sensação de prazer devido ao uso excessivo. Consequentemente, o vício gerado por esse elemento tóxico debilita o organismo do fumante tornando-o suscetível a outros tipos de patologias, como doenças cardiorrespiratórias.
Ademais, é imperativo pontuar que o tabagismo gera prejuízos aos cofres públicos. Tendo como exemplo disso, a divulgação do estudo realizado pelo Instituto de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), no qual afirma que, o custeio do tabaco para o país gira, em média, 56,9 bilhões de reais a cada ano. Isso acontece, porque há uma redução na arrecadação das receitas pelo estado, uma vez que existe uma perda de produtividade dos dependentes que pode ser provocada por morte precoce ou por incapacitação. Relaciona-se também, os altos custos que o sistema público de saúde possui para combater as enfermidades ocasionadas pelo cigarro, como na compra de remédios e nas internações hospitalares. Com isso, nota-se as graves mazelas que o uso desse produto traz à sociedade.
Portanto, é notório que os problemas relacionados ao tabagismo no Brasil está relacionado aos riscos a saúde do indivíduo e aos prejuízos aos cofres públicos. Sendo assim, cabe ao Governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde, fortalecer as campanhas de prevenção ao tabaco, por meio da liberação de recursos financeiros para a contratação de profissionais vinculados a prevenção do seu uso, como médicos e psicólogos, e subsidiar propagandas socioeducativas sobre o risco do tabaco, a fim de minimizar o uso recorrente dessa substância pelas pessoas na sociedade. Logo, irá de encontro aos ditames propostos pela Revolução Cultural no século XX.
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