Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/08/2020
O período colonial brasileiro foi marcado culturalmente pelo uso do fumo como símbolo de status social. Atualmente, já se observa modificações no comportamento da sociedade com relação ao tabagismo, todavia isso ocorre em uma escala muito lenta, o que faz esse assunto ainda ser um problema para a saúde pública no Brasil. Nesse contexto, a cultura do consumo de tabaco é um desafio para o país, visto que a utilização desse produto gera inúmeras consequências negativas tanto para o usuário quanto para pessoas de seu convívio.
Em primeiro plano, é válido destacar que o uso do cigarro pode estar atrelado a diversos fatores como, por exemplo, psicológicos e sociais. Nesse sentido as pessoas fumam para relaxar, aliviar tensões, válvula de escape para amenizar o estresse, disfarçar o tédio e até combater a ansiedade. Ademais, o hábito de fumar também está vinculado à tentativa de aceitação em um determinado grupo social, a fim de se enquadrar a um padrão de comportamento. Essa conjuntura se aproxima dos pensamentos do sociólogo Émile Durkheim, o qual diz que a coercitividade social pode influenciar as atitudes do ser humano.
Sob essa perspectiva, é necessário abordar os inúmeros impactos da utilização desse produto. Embora o cigarro seja considerado uma droga lícita no brasil, ele é a principal causa de morte evitável no mundo, sendo formado por inúmeras substâncias químicas, como os hidrocarbonetos, que são compostos tóxicos e cancerígenos que prejudicam a saúde tanto de quem faz seu uso quanto dos fumantes passivos. Dessa forma, esse hábito pode ocasionar enfisema pulmonar, agravar doenças como bronquite e asma, fumantes se infectados pelo coronavírus pode ter sua saúde ainda mais ameaçada, visto que já possuem seu sistema respiratório prejudicado, causa impotência sexual, infertilidade e até a morte.
Portanto, o tabagismo é uma problemática presente na sociedade brasileira que necessita de ações para resolvê-la. Para tanto, cabe ao governo, por meio do Ministério da Saúde, ministrar projetos eficazes, como palestras e anúncios nos canais de televisão com profissionais da área ou até mesmo ex-dependentes, evidenciando seus danos à saúde física e mental, a fim de esclarecer sobre os perigos do cigarro tradicional e suas derivações. Por fim, é fundamental a atuação da família na autoconscientização e no combate ao tabaco, estando atenta à identificação desse vício legalizado que, geralmente, desenvolve-se de forma camuflada à normalidade do cotidiano.