Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/08/2020
Na obra, “A Cidade do Sol”, do escritor e pensador Tommaso Campanella, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e de problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o tabagismo no século XXI apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de Campanella. Diante disso, cabe pontuar tanto a ignorância dos consumistas quanto a visão capitalista das instituições como fatores desse contexto, a fim de revertê-los.
De início, é incoerente que, mesmo com todas as consequências nocivas, ainda haja cultura de fumantes no Brasil. Nesse sentido, a combustão do cigarro gera aproximadamente 2000 compostos químicos, como os hidrocarbonetos, substancias poluentes e cancerígenas. Dessa forma, não é razoável que o prazer momentâneo de um cigarro dê lugar a um câncer de pulmão, a enfisema pulmonar e a diversas doenças letais que essa droga trás.
Ademais, é imperativo ressaltar que a influência das empresas tabagistas atua como um empecilho para a resolução desse óbice. À luz dessa ideia, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, afirma que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Não há como negar, portanto, que as entidades ignoram os malefícios do cigarro e visam cada vez mais o lucro para as organizações. Dessa maneira, faz-se mister a reformulação dessa postura empresarial de forma urgente.
Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar esse impasse. Logo, a Organização Mundial de Saúde, órgão responsável por orientar os países no que tange a saúde, promover ações a respeito dos problemas do uso continuo do tabaco. Portanto, tais condutas devem ser executadas por meio da mídia televisiva com campanhas voltadas para o mal que o cigarro faz, a fim de convencer os viciados a pararem de consumir esse veneno. Com tais medidas, espera-se que a utopia do literato seja alcançada.