Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/08/2020
O hábito de fumar acompanha a sociedade mundial há décadas e em épocas passadas era sinônimo de status social, pois as propagandas do produto remetiam sensações de liberdade e autoconfiança. Entretanto, as diversas substâncias presentes no tabaco, planta descoberta nas Américas pelos Índios, trazem inúmeros malefícios à saúde humana e ambiental. Com isso, os elevados índices de tabagismo no século XXI são alarmantes, podendo causar além problemas físicos e mentais, altas taxas de mortalidade anualmente.
Mais de cinco mil substâncias tóxicas e cancerígenas estão contidas no tabaco, dentre as quais atuam diretamente na boca e no cérebro, exercendo ação viciante e sensação de bem estar. Além de afetar o sistema nervoso, o cigarro provoca patologias que levam à óbito, como pneumonia, acidente vascular cerebral, câncer e doenças pulmonares obstrutivas e cardíacas. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pulmão é o segundo mais comum no Brasil e o primeiro no mundo, em incidência e mortalidade. Logo, é evidente a gravidade do tabagismo, levando em consideração que o câncer de pulmão era considerado raro e, com o surgimento do cigarro, passou a ser o que mais mata mundialmente.
As consequências do tabagismo além de afetarem pessoas fumantes ao tentarem cessar o hábito com crises de ansiedade, depressão e abstinência, implicam em riscos de doenças pela inalação da fumaça aos não fumantes. Considerando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios sobre o tabagismo, no ano de 2011 o cigarro deixou mais de 78 mil brasileiros doentes. Outrossim, diminui em média dez anos a expectativa de vida e, após parar de fumar, seus malefícios no corpo zeram apenas após quinze anos. Considerando todas as suas consequências, os efeitos no meio ambiente também são notados, influenciando principalmente em queimadas e poluição, sendo que seu tempo de decomposição é de até cinco anos.
É fato que, com mais de 25% de sua população fumante e com a morte de mais de 50 mil pessoas anualmente, por doenças relacionadas ao tabagismo, o governo brasileiro poderia investir em campanhas educativas, conscientizando a sociedade sobre os malefícios que o tabagismo traz à saúde. Assim, evitando que os indivíduos iniciem o hábito de fumar, e informando quem deseja cessar que a rede pública de saúde fornece suporte. O investimento também poderia ser destinado para projetos de auxílio a essas pessoas que gostariam de parar de fumar, ofertando tratamentos como adesivo de nicotina com doses controladas para combater a abstinência, bem como com tratamento psicológico e medicações.