Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 06/08/2020

A indústria do tabagismo começou a ganhar relevância entre os séculos XIX e XX, com campanhas publicitárias voltadas principalmente para o público feminino, já que os homens estavam envolvidos com a Primeira Guerra Mundial. O consumo de tabaco por elas lhes conferiam uma imagem de liberdade e empoderamento. Com o passar dos anos, o cigarro se popularizou entre todos os gêneros e tornou-se sinônimo de “status social”. No Brasil, é visível que ainda há muito desafios a serem superados em relação a esta questão, visto que se tornou uma preocupação social.

Segundo Hannah Arendt, “o indivíduo, por falta de senso crítico, tende a banalizar o mal”, diante disso, observa-se que o uso do cigarro é cada vez mais comum principalmente entre os jovens. Tal cenário é reflexo da escassez de políticas públicas educacionais voltadas para a difusão do conhecimento dos riscos do seu consumo rotineiro. Isso porque, não ser passível de informações, infere-se que os indivíduos não tenham discernimento sobre os perigos causados por esse hábito, logo, são levados a usa-ló como meio de afirmação social, assim como no século XX, pondo em risco posteriormente o seu bem estar.

Vale salientar também que fumar põe em risco a qualidade de vida do indivíduo levando em conta as doenças ocasionadas pelo mesmo, como o câncer de pulmão. Diante disso, apesar da Constituição Federal de 1988 garantir que a saúde é um direito de todos e obrigação do Estado, a prática é bem diferente pois a falta de infraestrutura para atendar a demanda de necessitados torna-o precário, consequentemente se o número de fumantes se mantiver tão expressivo, futuramente mais pessoas precisarão dos serviços públicos de saúde, podendo resultar em uma superlotação do sistema, justificando a não procura ou até mesmo a desistência do tratamento dos usuários .

Portanto, é mister que medidas sejam tomadas pata transpor este cenário. Desse modo, é necessário que o Governo Federal, através Ministério da Educação promova debates sobre o assunto nas escolas com profissionais especializados como médicos e enfermeiros para orienta sobre os danos do tabaco na vida de uma pessoa. O Ministério da Saúde poderia realizar campanhas de conscientização sobre o tabagismo pelos meios de comunicação como televisão, rádio, jornais e redes sociais para alcançar o maior número possível de pessoas. Assim, o Brasil terá um número cada vez menor de fumantes, superando este impasse social.