Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/09/2020
Com o advento da Primeira Revolução Industrial, operários passaram a trabalhar nas fábricas por longos períodos diários. A fim de reduzir o estresse, o uso do cigarro se tornou uma prática comum na Europa. Entretanto, a Revolução Científica do século XIX mostrou que esse vício é extremamente prejudicial aos corpos do fumante e das pessoas que se encontram ao seu redor. Dessa forma, ao analisar o contexto contemporâneo brasileiro, percebe-se que o problema ainda persiste não apenas pelos interesses econômicos das grandes empresas do setor do tabaco na manutenção de uma sociedade escrava da droga, mas também pelo negligenciamento do poder público ao adotar esse tema com a ênfase necessária nas escolas.
Antes de tudo, é importante destacar que grandes empresas se beneficiam com a venda de cigarros. A esse respeito, o sociólogo Karl Marx defendeu que o capitalismo, objetivando o lucro, promove a superprodução de produtos de alto teor viciante. Nesse sentido, a total dependência dos consumidores pelo tabaco se torna um desejo das elites que se favorecem de tal quadro. Ademais, cabe ressaltar que, de acordo com a OMS, não são apenas os fumantes que são prejudicados com o consumo da droga, as pessoas que convivem com eles também sofrem desse problema. Portanto, vê-se, infelizmente, que os interesses individualistas de mercado contrastam com o bem-estar social, haja a vista que a perpetuação da situação atual representa um perigo à saúde pública.
Outrossim, é imperativo salientar que o combate ao tabagismo é uma tarefa das escolas. Acerca dessa premissa, Hebert Marcuse, filósofo da Escola de Frankfurt, argumentou que a educação burguesa voltada exclusivamente à formação do trabalho impede a ocorrência de transformações sociais significativas. Nesse aspecto, percebe-se a importância das instituições educacionais na luta contra a ordem imposta pelo sistema. Nota-se, então, que a falha tentativa de várias escolas ao não discutir devidamente o problema do uso constante do cigarro atrapalha a construção efetiva de jovens que conheçam todos os malefícios da droga.
Em suma, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Legislativo, por intermédio da aprovação de um projeto de lei, promover a intensificação da instrução dos efeitos do tabagismo no corpo humano nos livros didáticos do Ensino Médio. Durante essa transmissão de conhecimento, deve-se mostrar aos alunos as implicações sociais do vício do cigarro, bem como instruí-los acerca das consequências corporais do uso do produto. Com isso, espera-se garantir uma educação mais crítica, como defendida por Marcuse, evitar produção desenfreada do tabaco e, por consequência, garantir uma sociedade que possua melhor condição de vida que a europeia do século XIX.