Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 05/08/2020

De acordo com 6° artigo da Carta Magna, o Estado é responsável em garantir múltiplos direitos à população, dentre eles, a saúde. Contudo, o que se observa na realidade é o oposto, visto que o tabagismo exacerbado na sociedade gera conflitos na saúde pública no Brasil. Esse cenário antagônico é fruto tanto de uma lacuna na base educacional quanto de uma crise econômica vigente no país. À frente disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Em primeiro plano, para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Segundo essa perspectiva, se há um problema social, perfaz-se como base uma lacuna educacional. No que tange aos desafios na saúde pública, oriundos do tabagismo, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que ajam na resolução da questão, como apresentações que mostrem aos alunos os perigos do tabaco, como sérios problemas respiratórios, podendo levar até ao surgimento do câncer de pulmão. Logo, sem esse tipo de conscientização escolar, é eminente a progressão dos desafios no SUS(Sistema Único de Saúde), já que 12% das mortes ocasionadas pela asma, derivam do tabagismo, consoante o jornal “Paho”.

Em segunda análise, vale salientar a crise econômica como promotora dos problemas no SUS pelo uso exagerado de tabaco, porquanto o jornal “Gazeta do Povo” disponibilizou dados em que o Brasil não permite avanços em diversas áreas, como a educação e saúde, pela falta de finanças. Por conseguinte, é notória é evolução do problemas sociais relacionados à saúde, dado que, sem investimentos nos órgãos públicos como o SUS, os conflitos tendem a se agravar. Diante do exposto, nota-se a “Modernidade Líquida”, conforme Zygmunt Bauman, tal hodiernidade descende da falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas. Desse modo, pode-se apontar a contemporaneidade líquida como um empecilho à consolidação de uma solução.

Portanto, infere-se que ainda há entraves para garantir o fim do tabagismo sem controle. Destarte, com o intuito de mitigar a contenda, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Estado, será revertido em programas educacionais que não ultrapassem a verba nacional disponível, mediante o MEC (Ministério da Educação), objetivando implantar mecanismos nas escolas, a fim de de revelar aos estudantes os malefícios do tabaco, com a finalidade de abolir o tabagismo acentuado na sociedade. Prontamente, os impasses na saúde pública consequentes do tabaquismo irão declinar. Dessa maneira, o Brasil poderá exercer os direitos impostos pelo 6° artigo da Carta Magna.