Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 05/08/2020

Conforme disse Mahatma Gandhi, “o futuro depende do que fazemos no presente”. Por esse ângulo, combater o tabagismo no agora é essencial para evitar maiores problemas de saúde pública porvindouro. Todavia, no Brasil, as ferramentas de combate ao uso de cigarro parecem ter se esgarçado.

É importante pontuar, desde a aprovação da lei antifumo, em 2011, a propaganda de cigarro é proibida e parte considerável da embalagem é destinada a alertas do ministério da saúde. Entretanto, mais de 18 milhões de brasileiros ainda fazem uso desta droga, segundo levantamento da fundação CAPES. Isto é, apesar da publicidade negativa a cultura do tabagismo se mantem arraigada em nossa sociedade. A legislação antifumo proíbe fumar em ambientes fechados de uso coletivo, mesmo os fumódromos em ambientes de trabalho e as áreas reservadas para fumantes em restaurantes ficam proibidas. A nova legislação estabelece ambientes 100% livres do tabaco.

Inúmeros estudos realizados comprovam os males do cigarro não apenas para quem fuma, mas também para aqueles que veem expostos à fumaça do cigarro. É principalmente a saúde do fumante passivo que a nova lei busca proteger. Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), o fumo passivo é a terceira maior causa de mortes evitáveis no mundo.

Na visão do escritor e médico brasileiro Drauzio Varella, o organismo humano adquire resistência as drogas psicoativas ao longo do tempo de uso. A dependência química é proporcional ao tempo e à intensidade do uso. Segundo o mesmo médico. Os pacientes que buscam ajuda profissional para abandonar o tabagismo tem chances consideravelmente maiores de exito. Dessa forma, além da necessidade de informar a população sobre os malefícios causados pelo cigarro é fundamental fornecer à população fumante as ferramentas necessárias para que possam abandonar o vício.

Portanto, cabe, ao Governo Federal e ao terceiro setor reverter esse quadro. Associações que buscam se organizar para lograr melhorias na sociedade, deve formar grupos de apoio aos tabagista que buscam se livrar da dependência de nicotina, de modo similar ao que ocorre com os alcoólatras anônimos. Já o Estado , por sua vez, deve fornecer apoio psicológico e psiquiátrico gratuito nos postos de atenção básica para auxiliar no combate ao tabagismo.