Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/08/2020
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), houve um crescimento do consumo de tabaco, em número de indivíduos, de 8% em 2016, para 14% em 2018, sendo os jovens os principais responsáveis por esse aumento. Tal quadro evidencia uma expressiva ascensão do tabagismo nos últimos anos, tendo como principal fator causador a pressão social enfrentado pelo público juvenil. Consequentemente, danos não só ao indivíduo como também à sociedade são observados e devem ser combatidos.
Mormente, ao analisar o tabagismo no século XXI por um prisma estritamente social, nota-se fenômenos como a necessidade do jovem de incluir-se em grupos de socialização. Nesse viés, o fundador da psicanálise, Sigmund Freud, em seu livro “Psicologia de grupo”, defende a tese de que os indivíduos, para pertencerem a determinados grupos, devem se submeter à regras e hábitos como, por exemplo, a prática de fumar. Desse modo, os adolescentes sentem-se pressionados e iniciam o consumo de tabaco como forma de inclusão. Tal causa somada com a não promoção de campanhas massivas de conscientização evidenciam a culpa do governo referente à problemática, infringindo o artigo 196 da Constituição de 1988, o qual assegura o dever do Estado em promover a saúde pública.
Por conseguinte, cabe destacar que o consumo de cigarro promove consequências individuais e coletivas. Nesse panorama, dados do Blog Sesisfarmacia expressam que o hábito de fumar causa danos ao estômago, ao coração e, sobretudo, aos pulmões do organismo do fumante, além de ocasionar o óbito de quase 5 milhões de indivíduos anualmente. Ademais, observa-se danos às pessoas que estão sujeitas às toxinas presentes na fumaça, sendo consideradas fumantes passivas, podendo, até mesmo, desenvolver problemas respiratórios como, por exemplo, a asma. À vista de tal preceito, o tabagismo configura-se uma chaga social, cabendo à Indústria do tabaco reverter esse quadro.
Destarte, medidas devem ser realizadas para conter o expressivo crescimento do consumo de cigarro. Urge, então, que o Ministério da Saúde - visando desconstruir a necessidade de fumar como ferramenta de inclusão social -, realize companhas por intermédio da mídia e de influenciadores digitais, voltado sobretudo para o público juvenil, com o propósito de promover a saúde pública e incentivar a população a não praticar o tabagismo. Complementarmente, a Indústria do tabaco - visando atenuar as toxinas presentes no cigarro - deverá substituir os elementos que o compõe por outros de menor prejuízo para o consumidor e para a coletividade, com o fito de reduzir os danos causados por esse material. Quiçá, reverter-se-á o quadro vigente e efetivará os direitos constitucionais do artigo 196.