Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/08/2020
Em meados do século XX, o tabagismo atingiu seu ápice com propagandas relacionadas ao estilo de vida moderno a partir de inúmeros filmes que utilizavam o cigarro como meio de abandonar o conservadorismo da época. Tal associação foi sendo desfeita e contestada no fim do século, quando pesquisas começaram a mostrar os malefícios do hábito. Contudo, a glamourização do fumo ainda é recorrente, sendo necessário, dessa forma, entender os problemas e as consequências que circundam esse mal.
A princípio, torna-se importante ressaltar os propulsores desta prática assim como os óbices por eles criados, ao considerar comum a romantização de um vício mortal. Ligadas a essa idealização, encontram-se as propagandas, por exemplo, as quais há décadas mostravam personagens satisfeitos ao fumar e com uma imagem a frente de seu tempo. Hoje, a mídia não propaga esses anúncios, mas as indústrias tabagistas ainda estão longe de acabar; de acordo com a OMS, um quinto da população mundial fumou tabaco em 2016. Logo, sem que haja o fim dos usuários, é impossível viabilizar o fechamento das empresas, sejam estas lícitas ou não.
Outros pontos a serem destacados são as consequências da relação entre prazer e drogas, a qual distancia o real efeito desse vício, a morte. Ao considerar a questão da saúde, destaca-se que não só os tabagistas, mas aqueles que inspiram a fumaça do cigarro estão propensos a adquirir doenças, principalmente respiratórias. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, 90% dos casos de câncer de pulmão ocorrem em fumantes, além de os produtos químicos do tabaco influenciarem doenças crônicas e outros tipos de câncer. Assim, conclui-se que o fumo representa perigo à saúde de todos e é preciso erradicar esse hábito da sociedade.
Depreende-se, portanto, que é importante transformar a idealização existente para com o tabagismo em uma visão realista dos prejuízos por ele causados. De início, é necessário urgir organizações mundiais a fim de ilegalizar e enrijecer a fiscalização da venda de cigarros. Ademais, embora seja de suma importância extinguir as fábricas, para acabar com esse mal pela raiz é essencial que a população enriqueça-se de informações e passe-as adiante. Para que isso ocorra, a mídia deve ser usada como veículo de conscientização com referências analisadas por bons profissionais. Após isso, com as pessoas alertadas e o comércio vigiado, será mais fácil diminuir os índices de doenças causadas pelo tabagismo.