Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 04/08/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a questão do tabagismo no século XXI, causa muitas dificuldades em diversos aspectos. Esse cenário antagônico é fruto tanto dos grandes gastos com despesas médicas, quanto das diversas doenças e mortes devidas pelo cigarro.

Em primeiro lugar, é fundamental pontuar o quanto o tabaco faz mal para a saúde dos indivíduos, podendo ocasionar hipertensão arterial, infarto do miocárdio, câncer de pulmão, e várias outras enfermidades. De acordo, com o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, 428 pessoas morrem por dia devido ao tabagismo, conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Desse modo, é necessário a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é contundente ressaltar os grandes gastos hospitalares devido ao cigarro. Partindo desse pressuposto, segundo o Ministério da Saúde, o consumo de tabacos e outros derivados causa um prejuízo de R$ 56,9 bilhões ao país a cada ano. Tudo isso prorroga a resolução do empecilho, já que essas despesas contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas possíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Assim, o Governo deve formar grupos de apoio para as pessoas que buscam se livrar da dependência de nicotina. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras que discutam o combate do tabagismo, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus.