Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 04/08/2020

Análogo à Primeira Lei de Newton, a Lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força externa atue sobre ele, mudando seu percurso, o tabagismo no século XXI é um problema que persiste intrinsecamente relacionado à realidade brasileira. Com isso, ao invés de existirem forças suficientemente capazes de mudar o trajeto desses males, a combinação de fatores como a liberdade de acesso e o estímulo midiático acabam por contribuírem na continuidade do problema nos dias atuais.

Primordialmente, cabe frisar que o Brasil encontra seu maior impasse na liberdade de venda do tabaco. Isso advém da falta de leis que limitem essa comercialização, visto que, de acordo com a revista VEJA, esse é o único produto legal que causa a morte de mais da metade de seus usuários. Ademais, a revista Galileu expôs os gastos que o governo obtém ao bancar problemas de saúde decorrentes do tabagismo. Tal dado confirma que 21 bilhões de reais saem dos cofres públicos com esse destino. Nesse viés, é notório que há necessidade de leis interventivas para dificultar o acesso.

Paralelamente, a mídia trabalha pouco com os males que o tabagismo traz. Isso advém de seu comércio lucrativo, uma vez que indústrias de cigarros acarretam aproximadamente 6,3 bilhões de impostos anualmente, também de acordo com a revista Galileu. Além disso, o principal público do marketing são os jovens, como uma maior forma de lucro, já que, se começarem a fumar desde muito cedo, há uma grande chance que o vício se prolongue por toda vida. Desse modo, note-se que é necessário um maior empenho para retirar a imagem social do tabaco.

Urge, portanto, que são necessárias medidas interventivas para atenuar o impasse. Posto isso, concerne ao Ministério Público à criação de um projeto de lei, o qual será levado à Câmara dos Deputados, que aumentará as restrições para compra do tabaco, como um limite de venda mensal feito por meio de registro com o número do Cadastro de Pessoa Física, a fim de poder mediar o uso de cada usuário, assim poderá ter-se uma diminuição nas milhões de mortes por doenças decorrentes do tabaco. Dessa forma, ainda que a lei não seja totalmente eficaz, será uma força externa tentando mudar o trajeto do tabagismo no século XXI, amenizando as vítimas do vício.