Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 06/08/2020

A série britânica ‘‘Peaky Blinders’’ retrata a Inglaterra em 1919 após a Primeira Guerra Mundial, na qual percebe-se que o tabagismo era algo muito comum e fumar era visto como um glamour. Portanto, fumantes possuíam certo status na sociedade, o que acabou acarretando inúmeras consequências para o presente. Como resultado, anos se passaram, mas o hábito de fumar, não.

Primeiramente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, o tabagismo é responsável por cerca de 200 mil mortes por ano. Tal informação pode ser relacionada com o fato do tabaco possuir em torno de 5000 substâncias tóxicas, sendo a nicotina a maior causadora de dependência química dentre elas. Em virtude deste fato, razão na qual estimula diversas doenças respiratórias, com destaque para o enfisema pulmonar, que de acordo com a OMS, está em primeiro lugar no ranking de distúrbios respiratórios.

Por conseguinte, é evidente que o tabagismo tem forte influência sobre os adolescentes. Em uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ), estudos apontam que são 18,5% os adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos que já experimentaram cigarro. Tal fator que facilmente assemelha-se com o uso de drogas ilícitas, sendo o fumo a maior porta de entrada para estas substâncias. Logo, indivíduos na juventude irão quase sempre buscarem efeitos mais intensos que o da nicotina.

Diante  dos fatos, conclui-se que ações imediatas do Estado devem ser tomadas, afim de conscientizar a população sobre os infortúnios do cigarro e de drogas ilícitas. Sejam elas solucionadas por meio de investimentos ainda maiores em campanhas, como a cessação do hábito tabágico quanto também antenar os indivíduos já a partir do momento em que começam a ter o mínimo de senso crítico. Somente desta maneira será possível combater a este empecilho, visando sempre a saúde dos cidadãos.