Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 04/08/2020

No final de 1950, a epidemia da tuberculose chegou ao fim, e levou com ela bilhões de vidas. Decerto que a humanidade já registrou ou presenciou muitas epidemias. Porém, diferentemente da doença citada, causadora de uma morte involuntária, a “epidemia tabagística” vem matando muitas pessoas até os dias atuais. Muitas vezes, essas mortes são causadas pelo afrouxamento das leis ou até mesmo pela falta de informação. Entretanto, o Estado tem tentado lutar contra essa epidemia, mas o auxílio da população é indispensável para que haja um rompimento desse ciclo vicioso, prejudicial à economia e aos usuários.

Em primeira análise, é importante salientar que, de acordo com o site Ciência e Saúde Pública, o Brasil é referência no combate ao tabagismo e desenvolve ações por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo. Porém, esse vício ainda é extremamente perigoso quando não há alinhamento entre Estado e a sociedade.  O filósofo Durkheim dizia que, o Estado é responsável pela sociedade, dessa maneira é necessário que os governadores criem uma forma de envolvimento da população na luta contra o uso do tabaco. Contudo, apesar da criação de projetos para a profilaxia, pouco se é falado sobre essa adversidade nas mídias sociais do país, e infelizmente, isso diminui ainda mais a porcentagem de brasileiros que lutam pelo fim do tabagismo .

Além disso, a Constituição garante por lei uma fiscalização da venda e produção do tabaco. Porém, há um afrouxamento considerável das leis, o que contribui para o descumprimento das mesmas e, consequentemente, há um aumento de casos de tabagismo no país. Algumas medidas como, proibição da publicidade de cigarros e afins, adesão à Convenção-Quadro do Controle do Tabaco de 2005 e a proibição dos fumódromos foram  essenciais para que houvesse uma diminuição nas taxas de viciados e ainda colocaram o país como referência mundial nesse âmbito. Além dos malefícios ao cidadão, também há impactos na economia. Uma vez que é criado um paradoxo a qual a renda arrecadada com a venda dos cigarros é muito menor, comparada com o que é gasto nos hospitais para atender um fumante.

Em suma, se faz exímia uma intervenção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que, através do Judiciário reforçará e garantirá o cumprimento das leis e punições severas aos que não respeitarem as mesmas. Além disso, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República em parceria com a Anvisa, também contribuirá com a divulgação de dados sobre o consumo de tabaco e orientações nas mídias televisivas. Com isso, poderá chegar ao fim a epidemia tabagística, através da formação de indivíduos críticos e que exercerão sua cidadania, fazendo jus à Constituição.