Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 03/08/2020

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, garante em seu artigo sexto, uma série de direitos sociais. Dentre eles, está o direito à saúde juntamente com todos os elementos que o permeiam. No entanto, apesar de tal garantia, o que se percebe na sociedade brasileira atual, é a não aplicação desse direito na prática, visto que o tabagismo no século XXI é um problema que perdura. Diante disso, fatores como a a falta de políticas públicas e o silenciamento social, favorecem a existência desse entrave. Em primeiro plano, nota-se que a falta de políticas públicas é causa expressa da questão. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política americana, disse, em um de seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, nota-se uma inconformidade sobre o uso do cigarro e a atuação do Estado brasileiro, no sentido de que ao contrário do que Lincoln explanou, a política atual não serve o povo com ações, planos e metas públicas que atuem no combate ao vício de fumar, fazendo com que sua resolução seja quase utópica. Em segundo plano, o silenciamento social tem papel coadjuvante em relação ao impasse. Em consonância a isso, a escritora brasileira, Martha Medeiros, discorre, em uma de suas obras, sobre a falta de debate social, afirmando que o indivíduo silencia aquilo que ele não quer que venha à tona. Desse modo, é notório a relação da afirmação da autora e a questão do uso de tabaco nos dias atuais, já que o Estado brasileiro mantém essa questão silenciada, pois seu debate trará a exposição de muitos reveses e a fundamentação de incontáveis consequências como câncer de pulmão, câncer de estômago e aborto espontâneo, das quais, seus responsáveis não demonstram capacidade para explicar. Por fim, medidas são necessárias para a resolução do cenário. O Ministério da Educação, por meio de palestras nas escolas e universidades, deve criar campanhas de debate social, que possibilite a discussão de assuntos silenciados socialmente como os problemas do tabagismo no século atual. Tais debates devem extrapolar o espaço acadêmico, com transmissões ao vivo pelas redes sociais, por exemplo, para aumentar a possibilidade ao vivo de discussão e para que toda sociedade tenha conhecimento do assunto. Espera-se dessa forma que as consequências do uso do cigarro deixem de ser um assunto desconhecido e tenham possibilidade de ser minimizadas. Somente assim, a Constituição Federal brasileira consumará todo sentido.