Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/08/2020
Como disse Charles F. Kettering: “O mundo detesta mudanças e, no entanto, é a unica coisa que traz progresso”. Essa simples frase é facilmente aplicável em um contexto muito atual, o tabagismo e os problemas associados a ele, onde é uma barreira não somente no Brasil, mas traz consequências negativas no mundo todo.
Não é de hoje que o tabaco é um agravante de problemas de todos os tipos, desde empecilhos relacionados a saúde humana à barreiras criadas na economia de diversos países. Em seu contexto histórico, o tabaco era popular entre tribos indígenas da América, e utilizado apenas em rituais, entretanto, com a intervenção colonial europeia no continente, a folha do tabaco tornou-se popular no continente europeu, tendo seu primeiro monopólio de venda na Espanha, de modo que apenas em 1560 foi introduzido por um francês a nicotina. O tabagismo cresceu tão rapidamente que em 1881 a indústria de cigarros dá inicio a seus primeiros passos no mundo. Com esses fatores históricos existe um agravante para os dias atuais, já que o vício mundial consolidou-se desde épocas ainda ligadas a colonização, dando maior destaque a fixação dos produtos do tabaco que estão no mercado hoje.
Especificamente na saúde, o tabagismo tem uma gama de problemas associados a si, sendo a principal causa de morte evitável nos seres humanos, além de seu principal derivado (o cigarro) apresentar cerca de 4.700 substâncias tóxicas, sendo a mais conhecida a nicotina (substância que causa a dependência da droga). A principal doença afiliada ao fumo é o câncer de pulmão, sendo 90% dos casos dessa doença provindas de tabagistas, além da doença mais preocupante, o infarto do miocárdio e o AVC, duas doenças que lideram causas de mortes e que são diretamente associadas ao tabagismo. Esses fatores são tão graves que, segundo pesquisas da OMS, existem aproximadamente 1,1 bilhão de fumantes no Mundo (dado de 2016), mostrando o crescente número de fumantes.
Infelizmente, o tabagismo não atinge negativamente apenas a área da saúde humana, mas também a parte econômica de diversos países. Um grande exemplo dos prejuízos causados pelo fumo, temos a despesa brasileira, que é de 56,9 bilhões a cada ano, sendo destes 39,4 bilhões relacionados a custos médicos, e 17,5 bilhões de motivos indiretos, como a perda de produtividade e a morte prematura.
A alguns anos, diversos lugares no mundo já iniciaram programas para o combate do tabagismo, como forma de protecionismo a população, porém acredito não ser o suficiente, deve-se atribuir essas responsabilidades de intervenção ao tabaco ao governo, porém a maior chance de acerto relaciona-se a diminuição da vendo do tabaco, ou em alguns casos restringir por completo sua distribuição no mundo.