Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 09/08/2020
O filme “Bonequinha de luxo” é reconhecido mundialmente por meio da famosa fotografia de Audrey Hepburn, na qual ela segura um cigarro. É perceptível que, durante a longa-metragem, tal objeto aparece em muitas cenas como uma forma de influenciar telespectadores a comprá-lo e, dessa forma, a enriquecer a indústria de tabaco. Os cidadãos brasileiros foram, também, afetados por essa propaganda subliminar, a qual gera inúmeros usuários dessa droga e consequências, como o aparecimento de enfermidades, as quais podem, inclusive, matar.
A priori, o ato de fumar foi visto por muitos anos como sinônimo de status. Durante o período colonial, o Brasil foi um dos grandes exportadores de tabaco para a Europa, visto que a elite europeia era adepta ao fumo, o que tornou os cigarros símbolos de riqueza, já que apenas os pertencentes às altas camadas da sociedade poderiam adquiri-los. Porém, a partir dos anos 40, o cinema popularizou este hábito na camada popular, inclusive a brasileira, por meio de filmes que apresentavam personagens fumantes glamourosos, o que contribuiu com o grande lucro de empresas fabricantes desse produto. Tal cenário é provado pelo filme “Grease”, em que a protagonista se torna “descolada” ao começar a tragar.
Em segunda análise, a inalação da fumaça dos cigarros causam diversas consequências, como as doenças. Esse viés ocorre por conta de substâncias presentes no tabaco que, ao serem queimadas e entrarem no organismo humano, chegam até os pulmões e provocam a ineficiência do órgão, o que causa tosses, falta de ar e, até mesmo, câncer. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), de forma geral cerca de 4,9 milhões de indivíduos morrem por ano graças às enfermidades associadas ao tabagismo. Ademais, até mesmo fumantes passivos - que não fumam, mas inspiram essa fumaça - podem ser prejudicados, tendo, de acordo com a “Sesi farmácia”, 30% a mais de chances de ter cancro.
Portanto, medidas devem ser tomadas para a melhora da problemática. Em primeiro lugar, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve distribuir materiais didáticos e lúdicos, seja em forma de panfletos ou de pequenos livros - destinados às crianças e que apresentem narrativas que mostrem os perigos de fumar - de forma que esse grupo possa ser conscientizado desde a tenra idade. Outrossim, também é papel do Ministério da Saúde a transferência de verbas ao SUS, Sistema único de saúde, para a viabilização do tratamento de doenças causadas pelo tabagismo, de forma que a situação atual possa mudar.