Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/08/2020
É sabido que a Politica Antidrogas, lançada há mais de uma década, no governo de Fernando Henrique de Cardoso não apresentou resultado animadores no tocante à diminuição do uso de substâncias lícitas.Por isso o Tabagismo permanece presente em território brasileiro, acarretando diversos problemas e resultando em consequências quase que irreversíveis.Essa problemática está presente nos grandes números de dependentes e resulta em outros diversos problemas de saúde.
Mormente, deve-se ressaltar que esse problema persiste na sociedade brasileira desde a época da colonização do país, onde o fumo era considerado um produto de luxo, tornando-se algo presente diariamente.Nesse viés, assemelha-se tal atitude com o postulado do sociólogo Pierre Bourdieu, “Habitus”, é o conjunto de costumes e comportamentos enraizados na cultura de uma sociedade.Percebe-se, então, que a problemática em território nacional segue o conceito do pensador, visto que muitos casos tornam-se hereditários.Prova disso é a pesquisa feita pelo Georgetown Câncer Center a qual constata que filhos de pais fumantes têm mais chances de começar a fumar desde a adolescência.Dessa forma, é notório que esse problema está enraizado no país por diversos motivos, um deles é a dependência que tem percorrido um caminho contrário ao do combate e tem resultado em diversas consequências.
Nesse contexto, ressalta-se que adjunto aos problemas citados, consequências vêm surgindo com o passar do tempo e boa parte delas tem causado impactos na saúde pública. Sob esse prisma, compara-se esse problema ao pensamento da filósofa alemã Hannah Arendt sobre “Banalidade do Mal”, é algo que interliga-se as causas de fatos e atitudes nocivas que possuem diversos malefícios e são consideradas normais. Atenta-se, assim, que ações prejudiciais tem feito parte de uma normalidade persistente e ela vai de encontro com a teoria da pensadora alemã.Tais indícios são encontrados em pesquisas do Instituto Nacional do Câncer, as quais afirmam que o tabagismo é a 3° maior causa de morte evitável no mundo.Dessa maneira, nota-se que essa problemática não é irreversível, só necessita de ações dos corpos sociais para ser combatida.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para a mitigação de problemas e consequências do Tabagismo no século atual.Para que isso ocorra, cabe aos órgãos governamentais criarem mais centros de reabilitações, que tenham por finalidade atender e ajudar jovens e adultos, mediante destinação de verbas, a fim de amortecer a dependência do uso do tabaco no país.Ademais cabe ao Ministério da Saúde alertar a população por meio de mais propagandas televisivas em horário nobre, a fim de alertar toda população dos riscos, assim torna-se possível efetivar à Política Antidrogas no país.