Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 02/08/2020
Conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), 90% dos casos de câncer de pulmão estão associados ao consumo de derivados do tabaco, fato que explicita a pertinência do tabagismo na atualidade. Além disso, vale ressaltar que essa prática implica problemas como o desenvolvimento de doenças cardíacas e respiratórias e o aumento da vulnerabilidade a drogas ilícitas.
Em primeira análise, é válido elucidar que o hábito de fumar pode causar mais de 50 doenças. Isso ocorre porque há, no tabaco, cerca de cinco mil substâncias tóxicas. Muitas delas são mutagênicas - aumentam as chances de mutação celular - e, consequentemente, desenvolvem tumores. Ato contínuo, o uso do cigarro, além de induzir abortos espontâneos durante a gravidez, é responsável por, aproximadamente, cinco milhões de mortes por ano.
Sob outro prisma, a nicotina presente nos cigarros desenvolve a predileção ao uso de outras drogas, como a cocaína. Esse fenômeno foi provado por pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, em 2011. Camundongos que foram expostos à nicotina apresentaram uma resposta hormonal maior aos estímulos de drogas ilícitas. Analogamente, seres humanos podem desenvolver quadros de dependência química e, como resultado, buscar outros entorpecentes, agravando a prática do tráfico ilegal de drogas.
Portanto, infere-se que o tabagismo é, sobretudo, um problema de saúde pública. Desse modo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve atuar no aumento significativo de preços dos produtos derivados do tabaco a fim de restringir seu consumo. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde disseminar, nos veículos midiáticos, as consequências do uso do cigarro. Por fim, tomadas estas medidas, milhões de mortes seriam evitadas e a nação brasileira desfrutaria de um país livre do tabaco.