Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 02/08/2020
No início do século XX, o consumo de cigarro foi incentivado como sinônimo de liberdade, em razão das campanhas da Malboro destinadas para o consumo de tabaco. Entretanto, essa cultura de consumação é um grave problema, em virtude de influenciar os indivíduos a apresentarem dependência á nicotina. Em vista disso, a naturalização entre as civilizações para os produtos á base do tabaco, corroborou para um acréscimo desse cenário, além de acarretar um quadro crítico de problemas de saúde.
Em primeiro plano, o hábito de fumar naturalizou- se entre as civilizações, tornando-se algo comum no cotidiano das pessoas. Segundo o filósofo Hippolyte Taine, “O homem é o produto do meio, da raça e do momento”. Nesse sentido, as pessoas tendem a replicar padrões enraizados na sociedade e que são transmitidos de geração em geração, exemplo disso, é fumar. Outrossim, durante o século XX, as indústrias cinematográficas demostraram o tabagismo como sinônimo de glamour e poder, o que acarretou em estimular os indivíduos para o vício na nicotina. Dessa forma, ocorre a manutenção dessa problemática na sociedade contemporânea.
Ademais, outro aspecto a ser abordado, é o fato dos problemas de saúde ocasionados em decorrência do tabagismo. Nessa perspectiva, a combustão do tabago gera aproximadamente 2000 compostos químicos, como hidrocarbonetos, que são substâncias tóxicas e cancerígenas presentes na fumaça do cigarro. Entretanto, essas toxinas afetam também as pessoas que não fumam ativamente, em razão da inalação da fumaça. Logo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, aponta que o tabaco mata mais de 8 milhões de indivíduos por ano, sendo mais de 7 milhões dessas mortes resultadas do uso direto desse produto, enquanto 1,2 milhão é o resultado de não fumantes expostos ao fumo passivo.
Portanto, é necessário a criação de alternativas para atenuar o tabagismo, em virtude da naturalização desse costume e os problemas de saúde acarretados. Cabe ao Governo Federal, junto ao Ministério da Saúde, advir palestras em escolas que estimulem o debate sobre os malefícios sobre o tabaco, com o intuito de desconstruir essa herança histórica de naturalização sobre o hábito de fumar, e assim interromper o ciclo de transmissão dessa prática entre as gerações. Além disso, á mídia deve advir campanhas publicitárias sobre as enfermidades ocasionadas pelo uso do cigarro, e que poderá até afetar pessoas não fumantes, e assim objetivar em reduzir a utilização e doenças acarretadas pelo tabaco. Dessa maneira, será possível diminuir a taxa de fumantes no Brasil.