Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 31/07/2020
No decorrer da década de 80, a indústria cinematográfica retratava em seus filmes o abuso do uso do tabaco no meio social. Assim, no período citado, o ato de fumar era visto como uma característica da burguesia, associando o fumo ao luxo e uma forma de inclusão social. Atualmente, com os diversos estudos realizados sobre os malefícios do tabaco, é fato que os fumantes podem ter graves consequências à saúde no decorrer da vida. Nesse contexto, associa-se esse mal como um fruto das propagandas das indústrias de cigarro ao longo dos anos, gerando ameaças para a sociedade do século XXI, seja pelo aumento no risco de morte, seja pela baixa produtividade econômica.
Em primeiro plano, a saúde de fumantes passivos pode ser afetada em consequência das substancias tóxicas presentes na fumaça do cigarro, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), sete não fumantes morrem por dia por conta do fumo passivo. Além disso, o tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal causa de morte evitável no mundo, porém evitar esse vício não é uma tarefa fácil, visto que, a Síndrome de Abstinência pode causar depressão, ansiedade, irritabilidade e maior apetite no individuo que deseja parar de fumar.
De acordo com o sociólogo Émille Durkheim, a sociedade pode ser comparada com um organismo biológico, dessa maneira, quando um indivíduo é afetado, toda a sociedade poderá sofrer as consequências impostas. Portanto, um país que possui elevado número de fumantes, tende a ter um alto custo com a saúde pública, o que atinge também os não fumantes, em virtude de que esse dinheiro poderia ser investido em educação, novas tecnologias e as demais áreas médicas. Um exemplo desse aspecto é o Brasil, segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, o Brasil tem um prejuízo anual de R$56,9 bilhões por conta do consumo de cigarro e outros derivados.
Diante do exposto, o Ministério da saúde deve produzir campanhas por meio da mídia que expliquem, por exemplo, o risco do câncer de pulmão para o fumante e para as pessoas do seu convívio, gerando uma maior conscientização sobre os perigos do tabagismo. Cabe ao Governo, por sua vez, proibir a venda de cigarro a menores de 18 anos recorrendo a maiores fiscalizações nos comércios e ainda, criar grupos de apoio gratuitos através de incentivos nos meios de comunicação para fumantes com menores condições financeiras. Com essas intervenções, uma população mais harmoniosa e com menos improdutividade financeira poderá ser concreta para as próximas gerações.