Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 31/07/2020

A Lei Antifumo, aprovada em 2011 mas somente regulamentada em 2014, entre muitas coisas, proíbe o uso de cigarros e seus derivados em ambiente fechados sejam públicos ou privados. À vista disso, como o esperado foi possível notar uma significativa diminuição nos casos de doenças relacionadas ao tabagismo. Entretanto, ainda há percalços que devem ser combatidos, como o poder de influência velado das mídias, além da negligência do Estatal para com os fumantes.

Nesse sentido, vale observar como as empresas midiáticas vêm abordando o tema em questão. Sob essa lógica, no século XX o tabagismo era considerado uma prática elitista, esse representava status sociais além de servir como um símbolo de riqueza e poder. Paralelamente, os filmes e seriados atuais frequentemente glamourizam essa prática, dessa forma, muitos jovens começam a fumar por serem influenciados pelas construções de personagens que passam uma imagem de elegância e naturalização do tabagismo. Logo, o contato precoce com a nicotina presente nos cigarros podem levar rapidamente ao vício construindo assim uma sociedade doente e dependente.

De modo complementar, é indubitável o papel do Estado na problemática, que falha na promoção de assistência ao já dependente. Partindo disso, dados revelam que 1,8% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial é voltado aos efeitos do tabagismo. Por esse viés, são afetados não só fumantes ativos, como também aqueles que vivem regularmente com alguém que fuma, tendo em vista que os riscos a saúde são enormes já que tal prática além de afetar os pulmões pode também contribuir no desenvolvimento e agravamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e até cânceres.

Em síntese, é necessária a adoção de medidas que atuem no combate ao tabagismo. Para tal, cabe ao Ministério da Saúde, desenvolver propagandas nacionais antifumo e divulgá-las por meio das mídias sociais e televisivas, dessa forma, contribuindo para uma sociedade mais informada sobre os prejuízos que tal prática pode acarretar à saúde. Ademais, a população deve aderir projetos de campanhas contra a glamourização do tabagismo, de modo a eliminar o fetichismo do fumo e combater os impactos causados por essa ação.