Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 31/07/2020

O aumento contínuo do número de fumantes na sociedade brasileira é evidente. Isso deve ser freado, pois traz diversas consequências. Sendo relevante uma análise dos aspectos que corroboram com essa problemática: o descaso do governo e a parcela de culpa da mídia.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre os fatores que atenuam o problema. Nesse contexto, é importante enfatizar que o governo não atribui devida importância à essa problemática. Segundo a constituição brasileira de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado. Assim é válido analisar que o tabagismo é, acima de tudo, um problema de saúde pública, pois além de desencadear diversas doenças graves, como o câncer, a fumaça liberada é altamente prejudicial para fumantes passivos. Deste modo o tabagismo se torna também um problema social.

Além disso, é cabível salientar que, a mídia normaliza e glamuriza o uso do cigarro em filmes, séries e novelas. Tendo como consequência o incentivo ao uso da substância por seus telespectadores. No ano de 2019 a plataforma Netflix foi duramente criticada pela quantidade de cenas  que normalizavam o uso do cigarro na série “Stranger Things”, que tem como público, em sua grande maioria, jovens.

Destarte, fica evidente a problemática do uso do tabaco no Brasil. Tornando assim indubitável a importância do Governo Federal, mediante o Ministério da Saúde vinculado ao Ministério da Economia o aumento do preço do cigarro, com intenção de dificultar o acesso a substância. Ademais, segundo o vencedor do Prêmio Nobel da Paz Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa. Portanto, se faz necessário a inserção de políticas preventivas, realizadas pelo Ministério da Educação. Por fim, concerne a mídia, como fomentadora da opinião pública a diminuição da frequência do tabaco em produções visuais e o papel de desenvolver campanhas de grande impacto. A fim de que, essa problemática de cunho social e de saúde, seja cada vez menos recorrente na sociedade brasileira.