Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 06/08/2020

As comunidades indígenas bolivianas utilizavam o tabaco - produto, até então, desconhecido dos europeus- em rituais e práticas medicinais. Entretanto, no início da colonização portuguesa no Brasil, após os primeiros contatos com as comunidades andinas,o tabaco foi introduzido na economia para fins recreativos.Atualmente, a prática permanece, sobre forma de fumo,óleos ou comestível.Nesse contexto, torna-se necessário ressaltar as consequências da prática,como doenças pulmonares e coronarianas. Isso, por consequência, demonstra um problema de saúde pública, que tem como principais responsáveis o Estado e a sociedade.

Sob esse viés,consolida-se o pensamento do filósofo Sêneca acerca de a educação influir sobre toda a vida,baseado na conjuntura de que a displicência estatal frente a ela corrobora para a prática do tabagismo. Isso é evidente à medida que, devido a desinformação sobre os malefícios da utilização do tabaco - como a dependência da substância nicotina- diversas pessoas o utilizam indiscriminadamente por longos períodos da vida.Por consequência,as doenças crônicas decorrentes da prática ocasionam o crescimento da requisição pela utilização do Sistema Único de Saúde,o que o sobrecarrega.

Convém ressaltar,também, a ideia do sociólogo Émille Durkheim sobre a sociedade ser como um corpo biológico em que as partes devem contribuir para a coesão,visto que,quando tabagistas descartam seus cigarros em locais próximos às matas, muitas vezes, provocam queimadas.Nessa circunstância, além de não contribuírem para a preservação do bem comum, isto é,das florestas,que fornecem recursos essenciais à vida, prejudicam a biodiversidade local. Esse contexto é propagado pela desinformação ambiental,uma vez que diversos fumantes desconhecem a relação entre tabagismo e queimadas e,portanto, não zelam pela preservação do meio.

Diante isso, torna-se evidente,portanto, que os responsáveis por esse problema de saúde pública são o Estado e a sociedade.Cabe, respectivamente, ao Ministério da Saúde a promoção de campanhas no Instagram -para os jovens- e na televisão -para o público geral- com famosos de diversas gerações, adequadas à linguagem de cada público, sobre as consequências do tabagismo para a saúde, a fim de que os dependentes abandonem a prática;e ao Ministério do Meio Ambiente a construção de “outdoors” informativos, nas estradas, que ressaltem a importância ambiental de paralisar o consumo de fumo, com o objetivo de evitar a proliferação acidental das queimadas.Assim, o Brasil será saudável e íntegro.