Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 31/07/2020

O poema “No meio do caminho”, do escritor modernista Carlos Drummond de Andrade, revela, de forma metafórica, a existência de obstáculos no percurso da vida humana. De maneira análoga, os problemas e consequências causados pelo tabagismo no século XXI tornaram-se pedras no meio do caminho da sociedade moderna, haja vista que eles impedem a efetivação do pleno bem-estar social. Nesse sentido, é imperioso analisar como o vício do tabaco e a ausência de campanhas contribuem para a existência desse grave problema na agremiação brasileira.

Em primeiro plano, é indubitável que o vício do tabaco esteja entre as causas do transtorno, tendo em vista que alguns indivíduos diante das preocupações da vida e da ansiedade refugiam-se no cigarro, pois ele oferece uma sensação de prazer por conter nicotina. Desse modo, a necessidade de escapar do estresse da realidade faz com que as pessoas não pensem nas doenças que podem ser ocasionadas e resultarem em morte, uma vez que o risco de morte é maior para fumantes. Nesse contexto, segundo uma pesquisa feita pelo blog “Sesi Farmácia”, revela que 55% das mortes são causadas por vários tipos de câncer e doença coronariana que estão relacionadas ao tabagismo.

Em segundo plano, destaca-se a ausência de campanhas como impulsionadora dos impactos causados pelo tabagismo no século XXI. Isso porque os veículos de comunicação não informam que o tabagismo é prejudicial à saúde. Embora as embalagens de cigarro contenham imagens impactantes de algumas doenças causadas pelo seu uso, as pessoas não dão a devida atenção pela falta de projetos que busquem conscientizar a população sobre os malefícios. Nesse panorama, segundo o site Agência Brasil, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Daniel Knupp,  afirma que o Brasil tem políticas de combate ao tabagismo exemplares, como as fotos nos maços de cigarro, a restrição do fumo em lugares públicos e a proibição de propagandas de cigarro na televisão, mas revela que ainda faltam novas ações e campanhas que possam evitar o primeiro contato com o cigarro.

Logo, é notório que o vício do tabaco e a falta de campanhas são apenas dois dos fatores que acarretaram o tabagismo no século XXI. Portanto, é imprescindível que o Ministério da Saúde em consonância com o Ministério da Educação, crie um programa de combate ao tabagismo, com a participação de mestres e doutores da área, por meio de palestras nas escolas e universidades brasileiras que visem informar os riscos à saúde, além de propagandas informativas nas principais emissoras de televisão para que a população compreenda a importância de não fumar e, assim, erradicar as pedras do meio do caminho da sociedade como no poema de Drummond.