Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 31/07/2020
“O óbvio é a verdade que ninguém quer ver”. Na ótica de Clarice Lispector, sabe-se que essa problemática encontra-se em vários países, na qual é uma das mais graves mazelas do século XXI, pois, gera agruras para os fumantes, por exemplo, a perda de produtividade e, sobretudo, consequências cognitivas, tal ação gera alto custo para a saúde pública, com isso afeta também os não fumantes, como Clarice postulou. Ora, uma assertiva que atesta o grau de negligência em curso na sociedade.
Na proa dessa reflexão reside a leniência do Estado nessa temática. De acordo com Platão, “A parte que ignoramos é muito maior que tudo quando sabemos”. Sob esse viés, quando imagens de tráficos de drogas, recrudescimento de número de fumantes e, por tabela, a morte desses indivíduos se tornam comuns, é indicativo para se exigir uma ação mais urgente dos gestores públicos, uma vez que a “parte ignorada” em prol de discursos econômicos, literalmente, constitui a mais significativa para a vida como um todo. Nesse sentido, efetivar uma política de segurança é fulcral para estancar essa agrura.
Atrela-se ao exposto, a descautela do olhar coletivo nessa área. Nessa perspectiva, o filósofo chinês Confúcio postulou, “Se queres prever o futuro, estuda o passado”. Partindo dessa esteira, quando os indivíduos se inseri em tal ato, é indubitável que se livrar de um vício não é uma tarefa fácil, assim, é substancial que a sociedade busque informações e ajuda quando forem se inserirem em algo, pois, essa ação de fumante gera consequências lamentáveis, como câncer, pneumonia e, por extensão, infartos, os quais são responsáveis por milhares de mortes em todo ano. Logo, é fundamental que a coletividade busque mais conhecimentos, com o fito de evitar esses acontecimentos.
Infere-se, portanto, que nessa problemática o Governo deve criar campanhas de conscientização em parceria ao ambiente midiático, por meio de propagandas, debates públicos e, sobretudo, palestras educativas, a fim de expor ao olhar coletivo em geral os perigos do tabagismo e aumentar a fiscalização nas vendas de cigarros. Ademais, a coletividade precisa criar reuniões e grupos de apoio que possam ajudar aos que querem se livrar do vício, por intermédio de uma maior mobilização social, com a finalidade de ajudar esses indivíduos que não tem condição financeira para se tratarem em uma clínica de reabilitação, sob pena que Oscar Wilde disse: “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação”.