Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 03/08/2020
De acordo com o compositor Cazuza,“Eu vejo o futuro repetir o passado”,o tabagismo não é um problema atual.Entretanto,diferente do pensamento da década de 80,no qual o hábito de fumar transmitia uma sensação de poder e status,hodiernamente,sabe-se que essa prática traz graves prejuízos à saúde,tanto dos fumantes quanto daqueles que são obrigados a conviver com a fumaça do cigarro alheio e com isso,a partir do século XX,vários governos passaram a proibir o fumo em lugares públicos.Nesse sentido,é válido analisar os aspectos sociais e o lucro promovido pelo produto como elementos que intensificam a utilização dessa mercadoria no século XXI.
Diante dessa conjuntura,cabe pontuar que o uso do cigarro pode estar atrelado atualmente a fatores sociais,o que ocasiona o ciclo vicioso,devido a presença da nicotina no produto.Nesse contexto,consolida-se o pensamento do sociólogo Émile Durkheim,fundador da corrente funcionalista,que expôs que a pressão social pode influenciar,de forma coercitiva,o comportamento do ser humano.Logo,a iniciação no tabagismo pode vir vinculada a tentativa de aceitação em um determinado grupo social,a fim de se enquadrar a um padrão de comportamento.Desse modo,o cigarro é uma droga lícita no Brasil,e por causa dela há milhões de pessoas enfrentando quadros clínicos irreversíveis e morrendo aos poucos em todo o país.
Outro fator motivador,a ser considerado,é que o tabaco é o produto de consumo mais vendido no mundo e traz um retorno econômico muito promissor para os que o comercializam.À luz dessa ideia,cabe destacar a ideologia de 1776 do pai da economia moderna,Adam Smith,no qual relata que o “rum,a açucar e o tabaco não são produtos vitais,mas possuem um grande consumo,o que faz deles objetos ideais para a taxação”.Assim,evidencia-se que até nos dias atuais,o cigarro é fonte de receita para o governo.Com efeito,o consumo dessa mercadoria causa cinquenta vezes mais mortes que as drogas ilícitas e a perspectiva de vida dos fumantes é reduzida em um minuto,a cada minuto que estes passam fumando.
Destarte,urgem,pois intervenções pontuais para reverter esse impasse.Inicialmente,cabe ao Ministério da Educação,órgão responsável por fornecer um ensino de qualidade,a tarefa de ministrar projetos eficazes nas escolas para esclarecer sobre os perigos do cigarro tradicional e suas derivações,por meio de palestras com profissionais da área da saúde e até mesmo ex-dependentes,evidenciando seus danos à saúde física e mental,a fim de evitar que muitos jovens façam uso por ingenuidade ou desconhecimento de suas consequências.Dessa maneira,será possível minimizar o impasse que envolve o tabagismo no século XXI.