Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/07/2020
Em 1955, a indústria tabagista lançava a sua principal campanha, com o objetivo de incentivar o consumo de cigarro: o “cowboy”, da Malboro. Com efeito, o hábito de fumar, fomentado desde o século passado, representa grave problema de saúde pública. É urgente que os fumantes brasileiros compreendam as consequências negativas do fumo para o próprio organismo e para a sociedade como um todo.
Convém salientar, primeiramente, a nocividade do hábito de fumar à saúde. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, aproximadamente 400 brasileiros morrem a cada dia pelas consequências do tabagismo, evidenciando a composição química extremamente tóxica dos cigarros. A exemplo, cita-se a nicotina, encontrada em quantidades maiores que as drogas como cocaína e heroína, responsável pela dependência do indivíduo e amarelamento dos dentes e dedos. Além disso, a combustão do tabaco geram toxinas, como os hidrocarbonetos, ou seja, substâncias tóxicas e cancerígenas, comprometendo a saúde do inalador, seja ele o fumando ativo ou passivo, causando doenças pulmonares e cardíacas.
Outrossim, ressalta-se as consequências negativas à sociedade. O uso de cigarro causa efeitos no cérebro, ligados à cognição. Logo, o usuário apresenta dificuldades no aprendizado, memorização e redução na destreza mental de tarefas complexas, podendo acarretar na perda de um emprego e produtividade econômica. Dessa forma, o Estado investe verbas no tratamento de doenças ocasionadas pelo fumo, ao invés de investir em setores prioritários da saúde ou educação., o que poderia ser evitado. Com a perda da produtividade, o Estado não é restituído por meio da mão de obra ativa do indivíduo, ficando em déficit, acarretando problemas na sociedade.
Diante dos fatos supracitados, é fundamental que o Governo Federal, em parceria à Organização Mundial da Saúde, adotar medidas firmes de controle, visando conter o uso de tabaco na sociedade, bem como as suas consequências. Para isso, deve-se dificultar o acesso aos cigarros, por meio da alteração da lei promulgada em 2011 de Anti-Fumo, acrescentando a proibição da venda desses entorpecentes em comércios essenciais, como padarias e supermercados, além de aumentar o preço de custo. Essas condições, promoverão uma redução no consumo, logo, o governo protegerá o futuro da sua população.