Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/08/2020
Em “o Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o mundo do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere ao tabagismo. Diante disso, é importante salientar os problemas que esse vício causa à sociedade.
Primordialmente, segundo o filósofo Hippolyte Taine, o homem é produto do meio, da raça e do momento. Dessa forma, tende a reproduzir padrões enraizados na sociedade e que são transmitidos de geração em geração, exemplo disso, é o de fumar. Dessarte, o tabagismo tornou-se um obstáculo a ser combatido, visto que, além de fazer muito mal ao usuário, podendo causar bronquite crônica, enfisema pulmonar, doenças vasculares e câncer de pulmão, este hábito sobrecarrega o sistema de saúde, uma vez que o tratamento para essas doenças têm uma longa duração. Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é uma das principais causas de morte evitáveis em todo o mundo, dado isso, é inaceitável que esses óbitos continuem acontecendo.
Em segundo plano, além de ser extremamente tóxico ao corpo humano, o cigarro é uma ameaça real aos oceanos, até maior que o plástico. De acordo com a “Ocean Conservancy”, que patrocina anualmente a limpeza de praias, em 32 anos foram colhidas mais de 60 milhões de bitucas nos mares. Ademais, resíduos de cigarro foram detectados em cerca de 70% e 30% das aves e tartarugas marinhas, respectivamente. Nota-se, logo, que o tabagismo é muitíssimo prejudicial à natureza.
Fica clara, portanto, a necessidade de conscientizar a população sobre os malefícios do tabagismo. Sendo assim, cabe à mídia, através de propagandas e postagens nas redes sociais, alertar os cidadãos sobre as consequências que o hábito de fumar traz, tanto para o usuário fumante, quanto ao meio ambiente, de modo a tentar diminuir a quantidade de pessoas consumidoras do tabaco.