Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 02/08/2020
Descoberto por volta do século XV, o tabaco é uma planta usada por tribos indígenas para fins medicinais e religiosos. Porém, com o passar dos anos, a prática do tabagismo se tornou comum entre pessoas de todas as faixas etárias e também, em diversos locais do mundo. Isso, se tornou preocupante, pois, conforme o vício pela nicotina ia crescendo, as consequências para quem usufruía do cigarro se tornavam presentes e muitas vezes irreversíveis. Assim, é necessário que os problemas e consequências de tal problemática sejam analisadas, sendo elas, os riscos a saúde do indivíduo e também o valor histórico e cultural do tabagismo.
Em primeira análise, a partir do início do século XX, o ato de fumar tornou-se uma maneira de demonstrar poder e intelectualidade. Em conjuntura com a bela época que se fazia presente na Europa, países como o Brasil e Estados Unidos, adotaram o uso e noticiaram como algo positivos. Com isto, demorou-se para que a população entendesse os perigos da nicotina e passasse a diminuir o uso. Na atualidade, mesmo com a alta disseminação de informações a respeito do tema, muitos jovens ainda são influenciados por novelas, filmes e seriados para iniciar a prática. Para eles, é uma maneira acessível de se aproximar dos seus personagem, sem requerer muito esforço. Um exemplo claro, é no seriado “Friends”, que deduz o uso ao cigarro ao abordar em diversos episódios o personagem Chandler e seu vício.
Em segunda análise, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as complicações causadas pelo tabaco matam em média 8 milhões de pessoas por ano, o que corresponde a uma pessoa a cada seis segundos. Este número alto, corresponde aos fumantes ativos e passivos, sendo um motivo de preocupação para muitos que nem sequer estão inseridos nesta prática. Além disso, outra consequência pouco abordada são os impactos ambientais que algumas vezes são os responsáveis por causar queimadas e incêndios. Desta forma, fica claro a influência negativa do cigarro, e faz-se indubitável encontrar formas de remediar esta problemática.
Em vista dos fatos supracitados, é necessário que medidas sejam tomadas. Para isso o Ministério da Cultura, em conjunto com órgãos regulamentares da mídia poderiam colocar avisos que alertassem a respeito dos malefícios do fumo em qualquer meio midiático que fizesse menção sobre tal. Também, o Ministério da Saúde, poderia por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), promover campanhas e grupos de apoio gratuitos para aquelas pessoas que ja estejam envoltas no vício, demonstrando suporte para larga-lo. Desta forma, em anos futuros, uma sociedade menos fumante poderia ser visualizada.