Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 29/07/2020

Na Idade Média, o tabaco tinha características sagradas e era amplamente utilizado pelos povos indígenas para fins rituais ou medicinais. Hoje, apesar de propósitos diferentes, é sabido que o número de mortes causadas pela nicotina aumentou, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o número de mortes chegará a 900% em relação ao século passado e, o mais preocupante é que a grande parte dos indivíduos não têm consciência da fatalidade dessa droga e dos prejuízos que pode causar. Logo, é necessário analisar os principais fatores e consequências da dependência de tal substância.

O tabaco causa aproximadamente 6 milhões de mortes em todo o mundo. Estima-se que, no Brasil, o tabagismo cause 200 mil mortes por ano. O tabagismo é considerado uma doença crônica, causada pela dependência da nicotina e é um fator de risco para cerca de 50 doenças, incluindo câncer, DPOC e doenças cardiovasculares. Em vista disso, a demanda por atendimento hospitalar está aumentando, e o próprio hospital já está enfrentando uma escassez de recursos. Portanto, a inércia do Estado se torna óbvia porque, segundo a teoria do poder biológico do filósofo Michel Foucault, o governo tem a capacidade de controlar os problemas sociais, nesse caso o governo tem a capacidade de proteger e conscientizar os cidadãos do sofrimento causado pela sociedade por essas possíveis doenças.

Outrossim, a dependência química gerada pelo tabaco potencializada pela estagnação das entidades públicas geram prejuízos econômicos e ambientais. Isso porquê, o desencadeamento de doenças é diretamente proporcional ao aumento das despesas com tratamento e inversamente proporcional à produtividade dos usuários. Prova disso, o Instituto Nacional do Câncer mostra que no último século o tabagismo gera perda de 56 bilhões anuais no mundo. Ademais, os resíduos de cigarros contêm substâncias tóxicas que, quando em contato com o meio ambiente, favorecem o agravamento do efeito estufa e a contaminação do solo.

Diante disso, percebe-se que as consequências do tabagismo aumentam constantemente no século XXI. Para mudar essa situação, é importante que a OMS incentive os países a tomar medidas para conscientizar as pessoas sobre todas as conseqüências por meio de debates e campanhas globais, reduzindo assim o número de dependentes.